sexta-feira, 8 de setembro de 2017

WATAIN - Rabid Death’s Curse (Álbum)


2000 (relançamento 2017)
Nacional

Nota: 8,7/10,0

Tracklist:

1. The Limb Crucifix
2. Rabid Death’s Curse
3. On Horns Impaled
4. Life Dethroned
5. Walls of Life Ruptured
6. Agony Fires
7. Angelrape
8. Mortem Sibi Consciscere
9. When Heavens End


Banda:


E. - Baixo, vocais
C. - Guitarras
H. - Bateria


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Relançamentos possuem muitas tarefas a cumprir. A principal, de um ponto de vista de fã, é conseguir uma cópia do disco em questão, e de uma observação temporal, o quanto a banda evoluiu. Hoje, pelos esforços da Drakkar Productions Brasil, temos acesso mais simples e barato a “Rabid Death’s Curse”, primeiro disco do WATAIN, um dos fenômenos mais recentes do Black Metal, e isso às portas do lançamento do novo disco do grupo.

Em termos comparativos, “Rabid Death’s Curse” é um disco de 17 anos atrás, com o então trio mostrando uma música brutal e ríspida, claramente influenciada pelo trabalho de bandas como MARDUK e BATHORY e todo encargo da escola sueca do gênero, mas ainda assim já mostravam bastante identidade. E por ser logo o primeiro trabalho dos suecos, se percebe que existe um talento musical latente e bruto que necessita de ser lapidado pelo tempo. Mas não se percam, já que o disco possui atrativos ótimos.

A produção, masterização e engenharia do álbum são assinadas por Tore Stjerna, que ainda era um produtor novato, mas que soube dar uma cara ao som do trio, a ponto e ser produtor dos quatro álbuns do grupo. Aqui, impera a crueza e peso cavalar, a sujeira proposital que leva “Rabid Death’s Curse” a soar bem orgânico e espontâneo, com timbres instrumentais costumeiros ao gênero. Embora longe da perfeição, é o que melhor se encaixa na proposta do grupo naqueles tempos.

A arte é bem simples e direta. Davthvs fez uma capa e um layout que encaixassem no trabalho dos suecos, mas simples e direto, com encarte preto com letras brancas, fotos do grupo, e isso em uma folha que dobra em três partes. Algo que aparenta ser barato, mas que funcionou perfeitamente.

Se ainda está longe de ser o WATAIN de alguns anos no futuro, se percebe a honestidade da música deles. É bruto e agressivo, mas mesmo assim, com boa musicalidade, bons arranjos musicais e mesmo partes em que o grupo não se furta do uso de melodias mórbidas e alguns arranjos de outros gêneros. Sim, o grupo já estava buscando sua identidade naqueles tempos.

E é justamente esta identidade que dá vida às 8 canções do álbum. Mas as melhores são a abertura a seco e direta de “The Limb Crucifix”, recheada de riffs abusivos e vocais ríspidos, as passagens mais cadenciadas e mórbidas de “Rabid Death’s Curse” (onde se percebe um trabalho ótimo de baixo e bateria, diga-se de passagem), a porradaria veloz de “On Horns Impaled” (mas tendo em vista que o grupo não faz músicas retas ou sem mudanças e ritmo), a ótima coleção de arranjos bem feitos de “Walls of Life Ruptured” (uma exibição de gala dos vocais, além de certo clima fúnebre surge nas passagens mais refreadas, onde o baixo distorcido do grupo troveja para todos os lados), o caldeirão fervente de riffs sujos de “Agony Fires”, e a longa e muito bem trabalhada “Mortem Sibi Consciscere” (onde já se percebe todo potencial do grupo para os que não conseguiram ver até o momento, pois eles soam sólidos como uma unidade, sem se destacar esse ou aquele instrumento). E de bônus, esta versão de “Rabid Death’s Curse”, tal qual a de 2004, trás “When Heavens End”, um cover do velho DØDHEIMSGARD norueguês, que ganhou uma roupagem mais agressiva e com contornos melancólicos.

Um disco de primeira, e que finalmente está mais acessível aos fãs. E aproveitem, pois “Rabid’s Death Curse” deve esgotar logo!

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