sexta-feira, 1 de setembro de 2017

QUINTESSENTE (Doom/Death Metal - Rio de Janeiro/RJ)


Banda: QUINTESSENTE

Início de atividades: Junho/1994

Discos lançados:  “The Mask of Dead Innocence” Demo (1996), “Lonely Seas of a Dreamer” EP (2000), “Songs from Celestial Spheres” álbum (2017)

Formação atual: André Carvalho (vocais), Cristiano Dias (guitarra), Cristina Müller (teclado, vocais), Leo Birigui (bateria), Luiz Fernando de Paula (baixo).

Cidade/Estado: Rio de Janeiro / RJ


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Em 1994 surge no underground carioca a banda MALEFACTOR. O cenário em plena ebulição de bandas com vertentes de Thrash e Death Metal, e vê aparecer uma das pioneiras bandas de Doom Metal da cidade. A intenção sempre foi fazer um som incitado por grandes bandas de Death/Doom da época, como PARADISE LOST, ANATHEMA, MY DYING BRIDE, BENEDICTION, BOLT THROWER, entre outras. Aos poucos fomos incorporando influências do Metal clássico e Progressivo ao som. No ano seguinte, após algumas apresentações, resolvemos mudar o nome da banda para QUINTESSENCE. A ideia era trazer um nome que representasse melhor o som que estávamos fazendo.

Anos mais tarde, mais especificamente 12 anos depois, a banda retornou às atividades sob o nome de QUINTESSENTE. O retorno veio com uma reformulação musical, porém sem perder a essência da banda.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Essa é uma pergunta que respondemos desde os anos 90, porém hoje há uma expansão e difusão muito maior no mercado da música, na qual o Metal está incluído, em comparação às décadas passadas. É bem complexa uma resposta imaginando apenas o cenário nacional. Falando do Metal, os incentivos do governo, a mídia especializada, a não profissionalização de produtores e até músicos, contribuem diretamente para o afastamento do público dos shows e eventos. Estamos apenas engatinhando na questão da gestão desse módulo de entretenimento. As dificuldades são inúmeras para aqueles que se propõem a fazer um trabalho com seriedade e dedicação. Requer sacrifício, entrega, engajamento e qualificação a todos os envolvidos.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Passamos anos afastados e quando retornamos percebemos que muita coisa continua a mesma ou até piorou. Você dedica seu tempo e dinheiro em prol de um trabalho, é a sua arte, sua forma de expressão e na hora de mostrar isso ao público se depara com condições inaceitáveis. Vejo como algumas pessoas, principalmente em redes sociais, incentivam bandas autorais a tocarem sem retorno financeiro ou até a investirem, ou seja, pagarem para tocar (!) em lugares sem a mínima estrutura adequada. Isso é um completo absurdo! Mais uma vez a história do profissionalismo vem à tona. Mas tenho visto um movimento bem bacana de bandas gerando e gerindo suas próprias comunidades com intuito de se fortalecerem no meio. Muitas das vezes se envolvem em ações sociais e buscam apenas a divulgação. Isso sim é válido! Não a exploração da imagem!


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Isso não existe! O Metal, assim como o Rock, se recria... Se reinventa. Nunca haverá fim, apenas evolução.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Aqueles que podem fazer a diferença entenderem que o Metal é arte e o público perceber que existem bandas brasileiras que não deixam absolutamente nada a desejar em relação às bandas do exterior. Temos muitos, inúmeros problemas em nosso país, mas sabemos fazer Metal como ninguém. Com características únicas.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Convido a todos a conhecerem o nosso novo álbum, “Songs from Celestial Spheres”, disponível em todas as plataformas digitais. Estamos também em todas as redes sociais.

Links para contatos:


Links para audição:

Playlist de “Songs from Celestial Spheres”: https://www.youtube.com/playlist?list=PLID1OV0LySA6NJLvHgAOwgrprmkldk0Ic




Lyric video de “The Belief of the Mind Slaves”: https://www.youtube.com/watch?v=jkIPQxWelSc

BURNKILL (Thrash/Death Metal - Pouso/MG)


Banda: BURNKILL

Início de atividades: 23 de Junho de 2014

Discos lançados: “Guerra e Destruição” (2016)

Formação atual: Antony Damien (vocais), Lucas Maia (guitarras), Pedro Hoffmann (baixo) e Anderson Lima (bateria)

Cidade/Estado: Pouso Alegre/MG


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Antony Damien: a banda surgiu em 23 de junho de 2014 na cidade de Pouso Alegre (MG), com o intuito de trazer algo diferente do metal de hoje em dia resgatando também as raízes do Thrash Metal, fazendo um som totalmente autoral e em português.

O tema central de nossas letras são as guerras impostas pelos homens em nome das Religiões, política, conflitos e etc. Não citamos diretamente religião X, Y ou partidos, mas encontramos uma forma de expor nossa revolta por todas as doutrinas impostas pela sociedade, que se faz máquinas de matar utilizando as “armas santas” ou pessoas inocentes como presságios das guerras.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Lucas Maia: Umas das dificuldades que vejo vêm da parte do público, muitos bangers ainda não estão dispostos a ajudar as bandas, um exemplo é o merchand, a galera muitas vezes não apoia comprando os produtos das bandas que são vendidos nos shows ou pela internet. São coisas que as bandas investem muito e o retorno disto às vezes não chega como esperado, mas isso é questão de planejamento e de tornar atrativo o mesmo.

Outra parte vem de alguns organizadores, que não valorizam as bandas, colocam más condições, nem água oferecem aos músicos, estes que irão trazer entretenimento e retorno financeiro à casa de show ou na pior das hipóteses, eles não terão prejuízo nos eventos. Recentemente em uma negociação de show que tivemos, aconteceu algo lamentável, que foi o contato de um organizador que a primeiro momento nos prometeu cachê e tudo mais, depois disse que não teria dinheiro para nos pagar, pois todo dinheiro seria destinado para a “banda grande” da noite e que se nós quiséssemos tocar seria de graça. É esse tipo de respeito que alguns organizadores ainda têm nos dias de hoje. Banda grande ou não, todos devem ser tratados com respeito e no mínimo valorizados. Sabemos que ainda temos muita estrada pela frente, mas o que pedimos é apenas respeito. Ainda bem que nós temos contatos com organizadores que realmente valorizam e realizam um trabalho incrível.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Pedro Hoffmann: Sendo sincero: a cena até que é boa em Pouso Alegre e região (sul de Minas Gerais), pois poderia ser mais escasso os eventos, mas até tem com uma certa frequência aparecido shows para a BURNKILL. Acompanhamos o cenário em outros estados e parece que as coisas estão bem ruins, cancelamentos de shows por falta de público e etc. Não é sempre que todo evento que tem bons equipamentos, uma estrutura de primeira, sabemos das dificuldades, mas isso não tem nos atrapalhado. O transporte também é um dos problemas que enfrentamos pois geralmente o deslocamento é grande dependendo da localidade e são gastos altos que muitas vezes o cachê ou ajuda de custo não cobre.

BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Anderson Lima: Teoricamente o Metal só acaba pra quem desiste. Sabemos que não é fácil essa vida, só o amor pela cena não está sendo o suficiente, mas assim como em outro trabalho qualquer ou seguimento, sem trabalho duro e suor ninguém vai a lugar algum. Quer ter sucesso e ser bem-sucedido em sua carreira? Então arregace as mangas, pare de se lamentar e haja. Não deixe que seus sonhos fiquem só no papel. A vida é muito curta pra ficar só se lamentando. Bandas consagradas também passam por problemas, o mundo está cheio de problemas e existem 2 tipos de pessoas: os que só focam nos problemas e os que sempre buscam a solução.

Os medalhões estão encerrando suas carreiras e muitas bandas ficam pelo caminho sem ao menos chegar ao mainstream, mas o Metal é maior que tudo isso. A banda se encerra, mas a obra continua e jamais morrerá. 

Tudo tem seu tempo, temos maturidade suficiente para sabermos que temos muito a evoluir, muita estrada pela frente e que todas as críticas (boas ou não) só nos servem de motivação para continuar nossa história.   


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Antony Damien: Simplesmente mais apoio e mais espaço para bandas do underground que estão começando. Contando também como espaço nas casas de shows, mídia especializada, compra de merchandising das bandas etc. Sabemos que o poder aquisitivo do brasileiro anda de mal à pior, mas acho que 10, 20 ou 30 reais não pesa pra ninguém para prestigiar e apoiar a cena.

O Metal nacional hoje anda muito desunido! Acho que deveria rolar mais parcerias entre as bandas e casa de shows. Infelizmente ainda temos o público que não se interessa por conhecer bandas novas e outros estilos.

O que nos deixa esperançosos é que a cena aos poucos (mesmo com todas as pedras no caminho) vem crescendo a cada dia mais e as bandas vem trazendo som de qualidade para o público. Para um cenário forte e que nenhum lado saia prejudicado deve rolar mais união no underground nacional!

BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Todos: Primeiramente gostaríamos de agradecer o espaço dado pelo Metal Samsara do incrível Marcos Garcia, que admiramos muito pelo que já fez e ainda faz pelo cenário. São pessoas como você que engrandecem o Underground Nacional.

Gostaríamos de agradecer ao público que nos segue, nosso Assessor (Gleison Júnior – Roadie Metal Assessoria), aos nossos parceiros e a todos que como nós jamais deixará de acreditar na cena brasileira.

Links para contatos:



Links para audição:


Clipe (Cadáver do Brasil): https://www.youtube.com/watch?v=QZjHVQvrhhk



Clipe (Guerra e Destruição): https://www.youtube.com/watch?v=LvYxrbkb0Uc

HERYN DAE (Pagan/Heavy Metal - São Francisco do Sul/SC)


Banda: HERYN DAE

Início de atividades: Novembro de 2014

Discos lançados: “Heryn Dae” (2016)

Formação atual: Victor Moura (vocais), Juliano Bianchi (guitarras), Cristiano Pereira (bateria), Ricardo Bach (baixo), Mateus Leal (guitarras)

Cidade/Estado: São Francisco do Sul/SC


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Victor Moura: Juliano, Cristiano e eu começamos a banda a partir de uma idéia de um outro amigo meu (Jhonny), que tocava comigo em outra banda, e esta acabou parando. Como Cristiano e Juliano eram nossos amigos já de outrora propomos criar algo junto, mas no início era para tocar covers. Jhonny desanimou do projeto e resolvemos então partir para o rumo das composições. Isso foi a motivação para continuarmos até encontrarmos um baixista e a banda se formar de fato.

BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Victor: Talvez várias pequenas coisas que no montante final acabam virando coisas grandes e relevantes. O ponto “união” é um problema de todos nós


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Victor: Infelizmente não. Amo minha cidade, mas a estrutura é péssima e o Metal parece que não tem vez aqui. Existe uma falsa idéia de união de bandas aqui na cidade, mas o que vemos é sempre o Pop Rock, Rock ‘n’ Roll, Rock nacional, Metal, sempre para escanteio. Como no momento a HERYN DAE é a única banda do gênero na cidade, temos que correr por fora. Até conseguimos tocar com uma regularidade, mas não em nossa cidade. Quem sempre nos apoiou foram os motociclistas que abrem as portas para o Metal mesmo sendo o Rock ‘n’ Roll o gênero predominante entre eles. Mas somos insistentes... Rsrs...


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Victor: Fim do metal, acho que não. Metal é imortal, mas concordamos que o metal está se transformando. Não existirá bandas como IRON MAIDEN e METALLICA, mas não porque não existe bandas tão boas quanto, mas porque o mundo mudou. As pessoas de hoje não têm mais a paciência e outrora, o heavy metal cadenciado clássico de riffs marcantes e músicas longas está perdendo espaço para Thrash e Death frenéticos de pura pancadaria e músicas em média mais curtas. Porque o mundo está mais frenético e existem muitas bandas para serem conhecidas e você precisa otimizar seu tempo. A nova geração é imediatista e o metal de uma forma está sendo assim também.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Victor: Teríamos nosso Wacken particular e nosso Big 4, se existisse união e parceria mútua. Bandas de porte nós temos. Mas o primeiro comentário para elogiar uma banda do Brasil não pode ser “parece banda gringa”. E esta banda que der certo, traga outra banda junto, esta outra banda traga outra, e assim aos poucos vira uma corrente. Mas vamos lá, já estivemos pior.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Victor: Primeiramente agradecendo a oportunidade desta entrevista. Pessoal, HERYN DAE preparando material para o segundo álbum, não temos uma data certa para lançamento. Não estamos focados em apresentações no momento para fazer um material caprichado para as próximas canções deste novo CD.

Bangers, não deixem a cena morrer, hoje o Brasil e o mundo tem infinitas bandas, um banquete espetacular de musicas para nós do metal escutar por três encarnações seguidas. Não é o HERYN DAE, somos apenas um grão de areia no deserto que está composto de Heavy, Thrash, Death, Power e tudo quanto é Metal. Vamos apoiar. E bandas, vamos nos apoiar.

Um grande abraço a todos.


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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

FINAL DISASTER (Modern Metal - São Paulo/SP)


Banda: FINAL DISASTER

Início de atividades: 2013

Discos lançados: “Another Victim” Single (2014), “Finis Hominis” (Single) 2015, “The Darkest Path” EP (2017)

Formação atual: Kito Vallim (vocais), Laura Giorgi (vocais), Daniel Crivello (guitarras), Rodrigo Alves (guitarras), Felipe Ribeiro Kbça (baixo), Bruno Garcia (bateria).

Cidade/Estado: São Paulo/SP

Final Disaster

BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Kito Vallim: Eu já havia participado de diversos projetos e estava afastado do Metal há algum tempo, tocando muito Rock e Hard Rock. Achava que a melhor forma de me expressar artisticamente seria montando uma banda de Metal, conversei com a Laura, chamamos alguns amigos e iniciamos a banda. A principal motivação do FINAL DISASTER é que a gente consiga se expressar artisticamente, o importante é que todos se sintam completos com o que acontece com a banda e quanto mais pessoas curtirem nosso trabalho, melhor.

BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Kito Vallim: O cenário está saturado de coisas acontecendo ao mesmo tempo. Temos uma grande quantidade de bandas de todos os estilos, temos uma grande quantidade de eventos acontecendo simultaneamente, temos uma grande quantidade de casas de show. E existe público para tudo isso, mas o excesso de informação está dispersando a atenção de tudo e todos, então apesar de tudo que está acontecendo ao mesmo tempo, há uma grande dificuldade de se conseguir destaque. Então conseguir crescer nesse cenário e sustentar uma banda de forma saudável é extremamente complicado hoje em dia.

BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Kito Vallim: Em São Paulo e arredores há sempre algum evento ocorrendo que precisa de mais uma banda, então, sim, conseguimos tocar com regularidade. Infelizmente o público é muito instável, então às vezes tocamos para grandes públicos e às vezes para praticamente ninguém. E isso ocorre por diversos motivos. A estrutura dos palcos por aqui também é algo completamente heterogêneo, há casas de show com excelente estrutura e outras com estrutura muito abaixo. São Paulo é uma cidade tão grande que acho que é possível encontrar todos os cenários possíveis quando se vai fazer um show, na verdade rsrs.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas, e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Kito Vallim: Artistas novos surgem todos os dias, eles só não chegam mais ao nível do Metallica (e nunca mais vão chegar). O que vem ocorrendo é que a sociedade está cada vez mais nostálgica e estamos olhando cada vez com mais carinho para o passado, muitos esquecem do presente, mas as coisas não deixaram de acontecer e muitos grandes artistas continuam surgindo.

Uma coisa que vem me preocupando é que o público no metal vem se renovando pouco. A maioria dos shows que eu vou ou que eu faço, a média de idade do público é superior à minha. Eu brinco dizendo que quando tinha 15 anos, meus ídolos tinham a minha idade hoje e não estou vendo ninguém com 15 anos se espelhando em mim rsrs. É uma brincadeira, mas expressa um pouco do que vemos no cenário.

Outra coisa é que estamos vivendo tempos de internet e as estratégias para um artista hoje em dia são outras.

Muito do que se fazia nos anos 70 e 80 já não davam certo nos anos 90 e, consequentemente, muito do que se fez nos anos 90 já não dá mais certo hoje. Existem grandes artistas novos, mas eles não estão mais nos mesmos meios de antes e, se você está conhecendo um artista novo hoje, é muito fácil misturar artistas pequenos com grandes nas plataformas digitais, o que pode dar a impressão de que não temos bandas influenciadoras mais. Mas temos. E muitas.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Kito Vallim: Nosso mercado é muito fechado em termos musicais. Não exportamos a maioria das nossas bandas e não importamos uma grande variedade de bandas (as bandas gringas que vem para cá costumam ser sempre as mesmas e quando vem uma diferente e lota uma casa de show grande, todos ficam surpresos). Lá fora temos uma grande quantidade de artistas com menos de 10 anos de carreira fazendo longas turnês e tocando próximos dos grandes Headliners (ou, de fato, sendo headliners) de festivais. Não sei se é a falta de um grande circuito de festivais, ou o alto custo logístico tanto para excursionar no Brasil quanto para viajar para outro país, ou mesmo a nossa moeda que é, historicamente, mais fraca do que moedas consolidadas como Euro e Dólar. Mas o que falta para o cenário dar certo, a meu ver, é um maior Intercâmbio entre bandas nacionais e estrangeiras (aqui dentro e lá fora) além de uma mentalidade mais aberta ao diferente no cenário.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Kito Vallim: Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao Metal Samsara pela oportunidade! Gostaria de afirmar que é uma verdadeira HONRA participar dessa entrevista. A iniciativa é excelente e todos do FINAL DISASTER esperamos que isso revele grandes bandas para o público e gere retorno para o blog! São iniciativas assim que dão fôlego para a nossa cena e fazer parte disso para nós é algo inexplicável. Muito obrigado!

Queríamos agradecer aos leitores que chegaram até o fim da entrevista, são vocês que fazem a máquina do underground rodar e são por pessoas como vocês que as bandas se mantém ativas e os sites e blogs se mantém no ar! Espero que tenhamos instigado um pouco da curiosidade para conferirem nossa banda! Temos nosso EP “The Darkest Path” no Spotify e no Youtube, dia 07/09 lançaremos um clipe para o EP, então estamos muito ansiosos e empolgados!


Links para contatos:
Intagram @finaldisasterofficial

Links para audição:




EP "The Darkest Path" no Spotify: https://open.spotify.com/artist/3Deto26wjooiLPQmPGlZ0E

Lyric Video de "This Is The End"https://www.youtube.com/watch?v=7Ec_R6yXWFs


KADAVAR: release official 'Into The Wormhole' music video!


Berlin, Germany-based rock overlords KADAVAR have released the official music video for the brand new song 'Into The Wormhole'. The track comes off their eagerly awaited fourth studio album, »Rough Times«.

The video was shot at Sphaèros Art Cave in Paris, France, directed by Luizo Vega (Studio V). The video starring actor AQUA NEBULA OSCILLATOR singer David Sphaèros follows a concept by drummer Tiger.

Commented Tiger: "The darkness that surrounds us when reality seems like a big black hole, those times when we try to turn around trying to escape the gravity of modern life looking for the shortcut to a more pleasant one, our biggest wish is that wormholes do exist and can take us to another dimension. A place where our thoughts are not poisoned and our souls can resonate freely. Playing music together has always been an attempt to enter this rare state of mind where everything is fine for just a second. While "Into The Wormhole" is rather slow and possibly the heaviest song we have ever written, it philosophies about the shortcuts to enter the state of bliss at speed of light, the WORMHOLE.

Our history with our french buddies in AQUA NEBULA OSCILLATOR, goes far behind and each of us has tried in their own way to find salvation through music. This is why I've had the idea to ask singer and main brain David Sphaèros to open the doors to his infamous caves in the parisian underground for us to collaborate for this video. Being able to get Luizo Vega on board as a director, who has just worked on »Dracula's Not Dead« pushed the whole thing just in the right direction."



The band recently released a 7" vinyl single for the first single 'Die Baby Die' including the BEATLES cover 'Helter Skelter' which available via http://nblast.de/KadavarDieBabyDieNB

The pre-orders for »Rough Times« (in various lavish formats, see below) and brand new merchandise can be viewed here.





















»Rough Times« will be released on September 29 via Nuclear Blast. 

More on »Rough Times«:

'Die Baby Die' music video: https://youtu.be/fE6AqV43bz8


Video Trailer #1: https://youtu.be/NbbUt-TS3UE
Video Trailer #2: https://youtu.be/XZk5gSZE2CY

by Elizaveta Porodina

KADAVAR live:
30.09. UK London - The Dome
01.10. UK Sheffield - HRH Doom vs. Stoner
20.12. D Bremen - Tower
21.12. D Mannheim - Alte Feuerwache
22.12. D Münster - Sputnikhalle
28.12. D Chemnitz - AJZ Talschock
29.12. D Siegen - Vortex

w/ MANTAR, DEATH ALLEY
12.10. D Essen - Zeche Carl
13.10. D Hamburg - Markthalle*
14.10. D Leipzig - Conne Island
15.10. B Antwerp - Desert Fest
17.10. F Strasbourg - La Laiterie Club
18.10. F Paris - Le Trabendo
19.10. F Rennes - L’Ubu
20.10. F Bordeaux - La Krakatoa
21.10. E Madrid - But
22.10. E Barcelona - Bikini
24.10. F Lyon - Feyzin
25.10. CH Monthey - Pont Rouge
26.10. CH Aarau - Kiff
27.10. D Munich - Backstage
28.10. A Vienna - Flex
29.10. A Graz - PPC
30.10. HR Zagreb - Mocvara
01.11. H Budapest - A38
02.11. PL Warsaw - Progresja
03.11. PL Krakow - Kwadrat
04.11. CZ Prague - Nová Chmelnice
05.11. D Nuremberg - Hirsch
07.11. NL Amsterdam - Paradiso Noord
08.11. D Hanover - Capitol
09.11. DK Copenhagen - Pumpehuset
10.11. S Stockholm - Debaser
11.11. N Oslo - Bla
12.11. S Gothenburg - Pustervik
13.11. NL Deventer - Burgerweeshuis
15.11. D Cologne - Bürgerhaus Stollwerck
16.11. D Wiesbaden - Schlachthof
17.11. D Stuttgart - LKA Longhorn
18.11. D Berlin - Columbiahalle
*without MANTAR