segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

UFRAT - Global Devastation (Álbum)


2017
Selo: Night Hunter Records
Nacional

Nota: 8,0/10,0

Tracklist:

1.      Intro
2.      The Smell of Death
3.      Unceasing Torment
4.      Annihilator of Minds
5.      Bastard Blood
6.      Confronting Death
7.      Global Devastation
8.      Death Row
9.      Peter Killer
10.  Cruel Faith
11.  Social Chaos
12.  Voluntary Slavery
13.  Nightfear


Banda:


Caio - Vocais
Alex - Guitarras
Marcelo - Baixo
Ivan - Bateria


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Bandcamp:
Assessoria: https://roadie-metal.com/press/ufrat/ (Roadie Metal Assessoria)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Bandas que andam pelos caminhos do Thrash/Death Metal (ou do reverso, Death/Thrash Metal) sempre têm um enorme desafio: soarem atuais e cheias de vida.

Isso ocorre devido ao fato que muitos pegam por referências trabalhos antigos de bandas de Thrash Metal e Death Metal para criarem suas músicas, mas muitos não gostam de atualizar o que fazem, e acabam com trabalhos musicais que soam datados. Mas bandas como o UFRAT nos mostram que as possibilidades não são limitadas. Uma ouvida em “Global Devastation”, primeiro disco do quarteto, e perceberão isso.

Sujo e rascante, o trabalho deles mostra ampla influência de nomes como SLAYER, SODOM, BENEDICTION (de quem inclusive fazem um cover, “Nightfear”) e MORBID ANGEL. Óbvio que podemos aferir que o grupo é 75% Thrash e 25% Death Metal, e mesmo longe de ser algo original, mostra peso e energia como poucos. E se repararem nas guitarras, os solos possuem uma estética melodiosa interessante, com os solos mostrando um feeling mais anos 70 em alguns pontos. A base rítmica possui um trabalho muito bom em termos de peso e técnica, até um pouco incomum para o gênero. Os vocais ficam em tons agressivos entre os timbres normais e o urrado, mas poderiam explorar alguns tons mais extremos também. E do jeito que a banda é e mostra potencial, não duvido que possam ir longe.

O calcanhar de Aquiles do disco: a produção. Ela ficou mais crua que o necessário, talvez em busca de algo mais orgânico. Mas algo um pouco mais seco poderia ter tido resultados melhores. Os timbres não estão ruins, se consegue entender o que a banda está tocando, mas embora esteja bom, está fora do que o som da banda merece.

O lado gráfico da produção é simples, direto e funcional. E isso faz com que os temas de foco social das letras da banda fiquem claros. Mas ao mesmo tempo, toda a atenção fica na música deles.

E digamos de passagem, o UFRAT tem muito potencial.

Esse quarteto que vem de Ivaiporã (PR) tem identidade, peso e a capacidade de criar músicas interessantes, com passagens ganchudas e muita garra. Só algumas lapidadas que a experiência e a estrada darão, e eles estarão no ponto.

Por agora, canções como “The Smell of Death”, com seu andamento envolvente e cheio de mudanças (e reparem no solo com enfoque melódico bem feito); a energia intensa e crua que flui de “Unceasing Torment” e seu jeitão mais cadenciado e grudento, com riffs animais (e sempre os solos mostrando identidade e melodia); a força da base rítmica em “Annihilator of Minds” (baixo e bateria firmes, com boas conduções e sem deixar espaços); a curta, grossa e carregada em puro Death Metal “Global Devastation” (vocais muito bons, mas as passagens rápidas de baixo e bateria ficaram ótimas também) o peso azedo e opressivo de “Death Row” (outra exibição muito boa de guitarras); a levada Thrash/Death sedutora de “Peter Killer”; e a velocidade encorpada de “Social Chaos”. Mas a versão mais trabalhada de “Nightfear”, do BENEDICTION, ficou arrasadora.

Uma produção sonora um pouco melhor, mais uns acertos pontuais aqui e ali, e esses caras irão destruir pescoços e detonar ouvidos, com toda certeza!