terça-feira, 21 de novembro de 2017

MATAKABRA - Prole (EP)


2016
Selo: Independente
Nacional

Nota: 9,1/10,0

Tracklist:

1. Executado
2. Pesadelo
3. Prole


Banda:


Rodrigo Costa - Vocais
Fernando Marques - Guitarras
Blico Paiva - Guitarras
Rafael Coutinho - Baixo
Theo Espindola - Bateria


Convidado:

Bruno Saraiva - Teclados


Contatos:

Site Oficial:
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Assessoria: https://www.facebook.com/cangacorockcomunicacoes/ (Cangaço Rock Comunicações)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Um fator interessante do Nordeste do Brasil é que uma grande parte das bandas dessa região tem forte apelo no Metal “Old School”, ou seja, muitos preferem ir por um caminho já bem conhecido. E supreendentemente surge em Pernambuco uma banda com uma sonoridade mais moderna: o MATAKABRA, que nos brinda com uma aula de Metal jovem em “Prole”, seu recém-lançado EP.

Para início de conversa, o grupo faz um trabalho moderno que transita entre o Metalcore e estilos mais modernos de Metal, mas mesmo assim, se percebe uma influência de estilos mais extremos, pois “Prole” é bruto e destrutivo de uma forma próxima ao Death Metal. E não, não existem vocais limpos ou passagens mais melodiosas muito evidentes (as linhas melodiosas são muito subjetivas), aqui é para dar dor no pescoço e fazer os ouvidos incautos sangrarem. Mas ao mesmo tempo, se percebe que a energia que flui do disco é algo abusivo, além de muitas quebradas de ritmo e riffs que encaixariam muito bem em bandas de Death Metal extremo, o que torna o trabalho do grupo bem diferente. E ponham nisso algumas passagens bem sutis de teclados.

Usando o bom e velho “D.I.Y” (ou “Faça Você Mesmo”, velho lema do underground), a qualidade sonora é abrasiva e gordurosa, cheia de peso e timbres extremamente agressivos. Mas não pensem que não se compreende o que a banda está tocando, mas é justamente o oposto: tudo está claro aos ouvidos. Ou seja, a aporrinhação do seu vizinho churrasqueiro de fim de semana está garantida!

A arte é bem simples, um trabalho bem legal de Felipe Vaz Luza, que ressalta o lado agressivo e opressivo da música do grupo. E fica óbvio o conteúdo lírico deles.

E tome uma voadora nos dentes, pois o MATAKABRA não está para brincadeiras! O troço é doido com eles, mas sempre bem feito e com arranjos dinâmicos que não nos deixam sair do lugar. É começar a ouvir e ficar grudado na banda.

Sem dó dos ouvidos, a banda já chega com uma porrada seca nos cornos chamada “Executado” (cheia de energia e muito empolgante, mudanças de tempo muito boas, mas reparem bem nos riffs extremos que foram mencionados acima), seguida do ataque de brutalidade e tempos mais lentos de “Pesadelo” (que destila bons momentos técnicos em ótimas passagens de baixo e bateria), e algumas melodias mais subjetivas dão as caras em “Prole”, um autêntico “rasga-pregas” intenso e moderno (recheado de ótimos vocais e teclados pontuais bem sombrios).

Epa, já acabou???

Sim, infelizmente esse é o ponto fraco de “Prole”: ser um EP com pouco mais de 11 minutos, pois do jeito que o grupo é empolgante, merece um álbum completo!

Bela banda, e esperamos que venham com um álbum da próxima vez!

Ponho fé!