Discos lançados:
Um EP intitulado “Seeds Of Evil”.
Formação atual: Ramon Guerreiro (vocais), Mark
Hazz (guitarras), Dálvaro Soares (guitarras),
Alessandro Mongini (baixo), Adriano Tavares (bateria)
Cidade/Estado:
Aracaju/SE
BD: Como a banda começou? O
que os incentivou a formarem uma banda?
Todos já eram veteranos na
cena em um grau maior ou menor. E com muitas idéias na cabeça.
BD: Quais as maiores
dificuldades que estão enfrentando no cenário?
Dinheiro e divulgação (risos).
Sempre foi assim e será.
BD: Como estão as condições
em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A
estrutura é boa?
A mesma merda de sempre.
Alguns produtores de merda tentando tirar proveito do underground. Felizmente
nem todos agem da mesma maneira. E como nós agimos com parceiros interessados
na música, nós somos do contra. Nossos parceiros são os melhores. Idiotas
aproveitadores existem em todo lugares. Que legal hein!!!
BD: Hoje em dia, muitos
gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e
outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de
comentário?
Desde os gregos já era
decretada o fim de alguma coisa. Gregos??? Esse argumento é recorrente. Não?
O bastão é passado, sempre
existiram bons e ruins artistas em qualquer gênero. Mas por enquanto a taxa de
O2 e N2 permanece inalterado na atmosfera.
A criatividade humana não tem
medida.
BD: Em termos de Brasil, o
que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?
O Metal precisa de pessoas
realmente interessadas em mudar a consciência coletiva. Chega de preconceitos e
regrinhas. A polícia também se veste preto.
BD: Deixem sua mensagem final
para os leitores.
Tratem bem sua família.
Estudem o seu instrumento. Toquem alto sua música. E se estiver com vergonha de
sair de preto, não saia. É a atitude que conta.
Discos
lançados:“Obliteration Has
Come” EP (Abril/2016)
Formação
atual: Álvaro Albuq (baixo, backing vocals), Fábio Trevisan (bateria), Tiago Lima (guitarras) e Vitor Alcântara (vocais)
Cidade/Estado: São
Paulo/SP.
BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma
banda?
Vitor: O
início da banda basicamente possui duas histórias paralelas que se cruzam. Uma
envolve o Fábio (bateria) e eu
(vocalista) que resolvemos procurar por pessoas interessadas e engajadas em
fazer um som pesado autoral de forma séria.
O outro lado da história envolve o Tiago (guitarra) recém-chegado em SP que decidiu procurar por
pessoas a fim de tocar um som autoral pesado e com qualidade. A Internet foi
responsável por juntar as duas histórias e o resultado foi a APOPHANOUS!
Meses depois o Álvaro
apareceu para completar o time. Na época nós 3 (Fabio, Álvaro e eu) trabalhávamos na mesma empresa e um dia, em uma
conversa no café, combinamos um ensaio e desde então o Álvaro integra a banda completando esse choque de universos.
BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no
cenário?
A nossa maior dificuldade vai além do cenário. São Paulo é
uma cidade enorme e todos nós trabalhamos longe de nossas casas, custando boa
parte do dia em deslocamento, o que interfere nos nossos estudos como músicos.
O mesmo se reflete no fato de não morarmos todos no mesmo bairro. Acreditamos
que se estivéssemos próximos os resultados seriam superiores.
Com relação ao cenário uma grande dificuldade é o acesso às
casas de shows, aos eventos e as oportunidades de mostrarmos o nosso trabalho
de forma orgânica, sem forçar a barra ou precisar de um “empurrãozinho”. Em São
Paulo também há uma característica cultural onde a demanda por bandas cover é
maior que bandas autorais, tornando as oportunidades ainda menores.
BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de
Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?
Atualmente nosso foco está direcionado às composições do
nosso futuro álbum, mas temos contato com alguns produtores e algumas casas de
show que possuem boa estrutura para eventos de Metal e o público também é
bastante participativo. Posso citar, por exemplo, o Centro Cultural Zapata, no
centro de SP que abre as portas para as bandas independentes com boa estrutura
e sem exigir venda de ingressos abusivos ou coisas do gênero. No geral temos
várias casas de Metal/Rock na cidade para todos os públicos e estilos.
BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal,
já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma
banda, como encaram esse tipo de comentário?
A cena Metal é muito envolvida em saudosismos e não podemos
negar que muita coisa mudou do final dos anos oitenta para os dias de hoje. Mas
as épocas mudam, o público muda. Porém a essência sempre estará lá. Grandes
nomes partem e outros novos surgem, ainda que aqueles mais ortodoxos torçam o
nariz para tal.
Nós procuramos seguir firmes, fazer o nosso som, com a nossa
personalidade e enquanto houver alguém batendo cabeça nós estaremos lá!
BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário
dar certo? Qual sua opinião?
A coisa é mais embaixo. Para o cenário dar certo falta o
Brasil dar certo (risos). Os grandes shows são caros, o custo dos consumos é
caro (10 reais numa cerveja é sacanagem!!!), vivemos todos momentos bem
difíceis economicamente e tudo isso de certa forma reflete no cenário.
Por fim, a mudança depende de todos nós: das bandas, dos
coletivos, dos produtores de evento, das casas de show, da mídia independente e
do público. Só é ouvido quem é grande, e unidos somos colossais!
BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.
Gostaríamos de agradecer ao Metal Samsara pela oportunidade e pelo bate papo! Agradecemos
também a todos os leitores e convidamos para que fiquem ligados nas novidades
em nossa fanpage! Por fim, conheçam as bandas locais da sua cidade. Tem muita
coisa boa surgindo e muitas bandas com potencial incrível para serem as novas
grandes bandas.
Discos lançados:
1 Demo (“Promo”, 2009), 1 EP (“As Chaos Descends”, 2013) e 1
full-length (“Proselyte”, 2016). A
banda encontra-se em processo de gravação do segundo full-length, ainda sem
título definido.
Formação atual: João
Jorge (guitarras, vocais), Fabrício
Pereira (guitarras), Denílson Sarvo
(baixo), e Érik Robert (bateria)
Cidade/Estado: São
Carlos/SP
BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma
banda?
A banda começou com Júlio
Cambi, ex-guitarrista, juntamente com Érik
e Denílson. Alguns integrantes
entraram e saíram da banda, até que eu, João,
fui convidado pelo Júlio, que havia
visto uma apresentação minha com um outro projeto, nos vocais, e acabei me
juntando ao trio como guitarrista e vocalista. Eu já havia tocado em várias
bandas aqui na cidade por algum tempo, e os caras também já tocavam juntos
havia mais ou menos um ano, tirando covers, e estavam iniciando as composições
próprias. Acho que todos os integrantes da banda desde o início partilharam da
paixão pelo estilo, paixão essa que vinha de anos, e pela música também. Todos
tinham bastante vontade de melhorar em seus instrumentos, e aplicavam-se
bastante nos ensaios, que no início eram bem longos. A partir daí, as coisas começaram
a fluir. Depois da gravação do primeiro álbum, tivemos uma mudança na formação:
o Fabrício se juntou a nós no lugar
do Júlio, já trazendo novas ideias,
características e uma nova dinâmica na banda.
BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no
cenário?
A necessidade de ter uma estrutura mínima para se sustentar
sem ter que tirar dinheiro do próprio bolso, e, além disso, o fato de não
termos em torno de nós muitas pessoas lidando com a área extramusical, talvez.
Temos muitos parceiros que temos acumulado ao longo do tempo e que hoje em dia
facilitam muita coisa para a gente, porém de início éramos mais nós mesmos e as
responsabilidades se acumulavam, o que leva a outro fator também, e acho que
talvez isso seja uma dificuldade mais interna, apesar de depender do cenário em
geral: a questão da persistência e a mantenência do foco. Essas parcerias são
algo que se consolida ao longo dos anos, então, faz-se necessário tentar
manter-se na estrada ou produzindo sempre, mesmo que aos poucos. E isso também
não é tarefa fácil, afinal de contas, como a música não mantém a banda e seus
integrantes, temos outros empregos ou afazeres, nem sempre relacionados a ela.
É a realidade de muitos músicos, não só no Brasil. Creio que a questão autoral
também seja um fator importante a ser considerado, é difícil fazer música
autoral; a aceitação até existe quando você demonstra qualidade, mas é lenta; e
somando-se a isso o fato de que o estilo também já não é dos mais acessíveis e
populares, esse processo fica ainda mais moroso e penoso. Mas vale a pena, a
despeito dos percalços e dificuldades, com certeza!
BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de
Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?
Existem casas de shows e pubs, que geralmente privilegiam as
bandas cover ou mais mainstream, mas aqui também tem alguns lugares
interessantes em que se vê muito evento e show de bandas autorais e
independentes, inclusive com pautas que extrapolam a área sonora, por assim
dizer; lugares em que rolam rodas de conversa, troca de ideias, comidas veganas,
festivais pro público Metal, Hardcore, Grind/Noise, é muito louco: tem um
festival de Noise/Grind aqui, por exemplo, numa chácara, com entrada gratuita,
e só as bandas mais barulhentas que você pode imaginar; aparecem Punks, Bangers,
além dos fãs da bagaceira haha, mas também tem eventos mais voltados para o
público Metal, Rock ‘n’ Roll, acho que tem para todos os gostos. Falta muitas
vezes a grana e a estrutura, sim, mas muitas vezes o pessoal compensa isso com
muita energia e vontade; há eventos mais estruturados também, mais raramente;
enfim, tem para todos os gostos, ainda que muita gente reclame, hehe. Acho que
não tocamos com a regularidade que gostaríamos aqui ou pela região, mas por
conta de outras circunstâncias também. A estrutura sempre pode melhorar e acho
que ainda necessitamos de pessoas que invistam nisso, fora dos grandes centros
urbanos e capitais, mas ainda rola bastante coisa, mesmo assim.
BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal,
já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma
banda, como encaram esse tipo de comentário?
Acho que isso se relaciona muito com a resposta da pergunta
anterior. Tem muita gente fazendo eventos, inclusive o pessoal das próprias
bandas, que tem se organizado para fazer acontecer. Poderia discorrer sobre
muita coisa, mas percebi que tenho sido prolixo em algumas respostas, hahaha.
Então aí vai uma resposta mais sucinta: acho que não está próximo do fim, pelo
contrário. O público talvez tenha diminuído nos últimos anos, mas continua se
renovando, vejo uma molecada que comparecia a shows nossos quando estávamos
começando também formando bandas, participando, organizando seus shows e
eventos, e enquanto houver músicos e pessoas se mobilizando em torno disso a
coisa vai rolar.
BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário
dar certo? Qual sua opinião?
Acredito que falta um pouco persistência por parte de muitas
bandas, mas por outro lado, também falta investimento e organização, por parte
de músicos, produtores, o público que também pode valorizar mais as bandas
nacionais, independentes e autorais; mas creio que estejamos no caminho certo,
essas coisas já ocorrem, e o underground nunca parou também, temos bandas novas
e de muita qualidade sendo reveladas a todo o momento, temos uma história
repleta de bandas conceituadas e mesmo cultuadas, detentoras de muito respeito
no cenário internacional. Ou seja, por um lado, já deu/dá certo. Sempre se pode
melhorar, é claro. Talvez eu seja muito otimista. Não ignoro as dificuldades;
no entanto, vejo esse lado bom , a grande e bela história que tem o metal
nacional, de muita luta e resistência.
BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.
Bom, espero que tenham curtido a entrevista, obrigado a
todos os que sempre apoiaram a banda, nos vemos na estrada!! Não deixem de
apoiar as bandas independentes, autorais e nacionais, pois sim, nós temos
algumas das bandas mais fodas do mundo! Basta estar atento e aberto para as
coisas novas. Todos nós curtimos os medalhões e os clássicos, são parte
constituinte de nossa identidade e de nossa história. No entanto essas bandas
também já foram desconhecidas e tiveram que lutar pelo seu espaço. Para tanto, decerto,
contaram com o apoio do público e de muita gente! Obrigado, Marcão, pela oportunidade e pelo espaço
que você aqui nos cede tão gentilmente, é uma grande honra para nós! Abraços a
todos!
Discos lançados: 3 Demos (“Evil
Sense”, “Coma of Your Brain” e “In Thrash We Trust”) e 1 full-length (“Fight for Freedom”)
Formação atual: Wagner “Capú” (guitarras, vocais), Thiago “Suco” (guitarra solo), Hugo
(baixo), e Ricardo (bateria)
Cidade/Estado: Zona
Sul de São Paulo/SP
BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma
banda?
A
banda começou quando na escola Glauber
(ex-fundador) e Adelson (ex-fundador)
começaram a ouvir bandas de Metal e tinham a vontade de montar uma banda, onde Glauber chamou seu primo Thiago (ex-guitarra) e Wesley (RIP, ex-batera), dando início a banda
com o nome de PHANTON LORD, depois
para FENOR por último (até os dias
de hoje) EVIL SENSE, tocando nos
bares/casas localizados na região.
Após vários anos, alguns integrantes fizeram parte da banda,
até chegar a formação de hoje
BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no
cenário?
Existem várias dificuldades na cena, entre elas podemos
citar a falta de estrutura em alguns locais de shows e eventos, o
comparecimento do público que em certos shows não comparece, a credibilidade de
casas para com as bandas, pois não se preocupam que as bandas investem em
ensaios e equipamentos, que não são baratos, para tocar por algumas cervejas ou,
às vezes, nem água oferecem as bandas que colocam público na casa e não recebem
nada em troca.
BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de
Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?
Bom, existem poucos lugares específicos que apoiam a cena,
mas a quantidade de bandas é grande e não dá pra tocar regularmente. Quanto à
estrutura, nem todos os lugares são propícios pra fazer um bom show, aparelhagem
ruim, dando a impressão que a banda não é boa ou coisa parecida.
BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal,
já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma
banda, como encaram esse tipo de comentário?
Fazemos nossa parte na cena e tem muitas bandas que estão
lutando também em nome do Metal, desmentindo que o Metal está no fim. O Metal
jamais acabara, pois quem está na cena há tempos, como nós, sabe que o amor
pelo Metal se renova sempre.
BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário
dar certo? Qual sua opinião?
Menos aproveitadores e mais liberdade e incentivo para as
bandas tocarem, já que temos ótimas bandas, e o que falta pra dar certo e
acreditar nas bandas autorais. Grande parte da cena, quem faz é o público, no
entanto, temos notado as casas cada vez mais vazias, muitos “apoiam” apenas
pela internet, mas onde a coisa acontece é no Underground e não atrás de uma
tela. A cena seria melhor se realmente o público fosse de fato aos shows,
adquirir o material das bandas e as casas darem mais valor ao som autoral e na
medida do possível contribuir com uma estrutura adequada; tanto para a banda
quanto para o público.
BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.
O Metal e único, transforma vidas como ideologia, nasce do
nada e nunca mais morre pra que vive essa ideologia, metal e pra sempre, metal
até morrer. Gostaríamos de aproveitar e agradecer a todos que de alguma maneira
nos apoia e nos dá forças para levar a essência do metal onde quer que seja!
Força e honra a todos!
KADAVAR recently released a twisted music video for the song 'Into The Wormhole' - Surf to: https://youtu.be/UaAR5nlnlQ0
The band recently released a 7" vinyl single for the first single 'Die Baby Die' including the BEATLES cover 'Helter Skelter' which is available via: http://nblast.de/KadavarDieBabyDieNB
The pre-orders for »Rough Times« (in various lavish formats, see below) and brand new merchandise can be viewed here.
»Rough Times« will be released on September 29th via Nuclear Blast.