segunda-feira, 4 de setembro de 2017

EPICA: launch unboxing video; »The Solace System« out now!



"Brutal, orchestral, aggressive, melodic, fast, subtle and above all to the point!”
ROCK TRIBUNE (B)

"This highly orchestrated album sounds as much like an opera as symphonic metal can without losing its edge. Simone Simons’ vocals are flawless and haunting. Mark Jansen, guitarist and growler, out does himself as chief composer and has ramped up his writing to the caliber of NIGHTWISH and beyond.”
ANTI HERO MAGAZINE (UK)

"Fifteen years into a career brimming with highs and unfathomable artistry, EPICA continue to shine.”
METAL HAMMER (UK)

Today, EPICA release their long-awaited EP, »The Solace System«, which includes six brand-new songs, written and recorded during the process of their latest album »The Holographic Principle«. After unveiling the 2nd episode of their animated video-series in the form of a spectacular music video for 'Immortal Melancholy' on Tuesday via BILLBOARD, and starting their massive “Ultimate Principle Tour – North America” on Thursday, these Dutch Symphonic Metal giants now present the unboxing video of their exclusive boxset entitled »The Holographic Principle - The Ultimate Edition«! Be quick if you want to add this stunning box set to your collection as our stock is close to SOLD OUT!

Watch the unboxing video here: www.youtube.com/watch?v=8kBWgUh1DLE


Get the box set or other physical formats of »The Solace System EP« here: http://nblast.de/EpicaSolaceSystem

Or download and stream the digital version: http://nblast.de/EpicaDigital

In case you've missed the latest videos, make sure to watch them here:

'The Solace System' (music video): https://www.youtube.com/watch?v=q2b3V0VJdW0


'Immortal Melancholy' (music video): https://www.youtube.com/watch?v=fBaUuy9SYs4


behind the music pt. 1: https://youtu.be/LmQHfDT8dsY
behind the music pt. 2: https://youtu.be/4a2Bl5hL8Ts



Track list of »The Solace System«:

01. The Solace System
02. Fight Your Demons
03. Architect Of Light
04. Wheel Of Destiny
05. Immortal Melancholy
06. Decoded Poetry

»The Solace System« was recorded, mixed & mastered by team Joost van den Broek and Jacob Hansen. The video clip was produced by anime-master Davide Cilloni. The splendid artwork is once again by the hand of Stefan Heilemann.

Simone Simons (vocalist) comments on the EP:

"During the early writing process of »The Holographic Principle« we found out that we were blessed with a huge amount of songs. The songs that didn't fit on our album are now available for you on this special EP! I hope you guys will enjoy these songs as much as we do!"




And there’s more good news! Nuclear Blast has recently re-released two ancient albums of EPICA, »Design Your Universe« and »The Divine Conspiracy«, on vinyl. Each album is available in two different colours.

All these formats are now available for order!

Get your physical copies here: http://nblast.de/EpicaSolaceSystem
Or through the EPICA Webshop: http://smarturl.it/thesolacesystem
Or get the digital version of »The Solace System«: http://nblast.de/EpicaDigital


Upcoming tour dates:

»The Belgian Principle Tour«
w/ MAYAN
17.10. B Leuven - Het Depot (w/ KING HISS)
18.10. B Antwerp - Trix (w/ OFF THE CROSS)

»The Dutch Principle Tour«
w/ MAYAN
20.10. NL Zwolle – Hedon *SOLD OUT*
21.10. NL Haarlem - Patronaat
22.10. NL Nijmegen - Doornroosje

»The Ultimate Principle Tour - Europe«
w/ VUUR, MYRATH
09.11. PL Krakow - Klub Studio
10.11. CZ Zlín - Masters of Rock Café
12.11. D Berlin - Kesselhaus
13.11. D Hamburg - Markthalle
14.11. D Cologne - Essigfabrik
15.11. F Metz - La Bam
17.11. F Nantes - Stereolux
18.11. F Bordeaux - Krakatoa
20.11. E Madrid - La Riviera
21.11. P Lisbon - Meo Arena
22.11. P Porto - Hard Club
24.11. E Barcelona - Razzmatazz 1
25.11. F Marseille - Le Moulin
26.11. F Lyon - Le Transbordeur
28.11. D Stuttgart - LKA Longhorn NEW!
29.11. D Munich - Backstage
01.12. I Bologna - Estragon
02.12. CH Pratteln - Z7
03.12. F Lille - L’Aeronef

»The United Principle Tour« - UK & Ireland 2018
06.04. UK Nottingham - Rock City
07.04. UK Glasgow - ABC1
08.04. UK Bristol - o2 Academy
10.04. IRL Dublin - Tivoli
12.04. UK Manchester - o2 Ritz
13.04. UK London - o2 Forum

02. - 04.08. D Wacken - Wacken Open Air
17./18.08. A Graz - Metal on the Hill

Tickets and VIP upgrades are available through: http://www.epica.nl/tour


More info:


WAIT HELL IN PAIN: release date for upcoming album entitled "Wrong Desire" unveiled


Revalve records announces September 22 as the release date for long-awaited album of Wait Hell In Pain, entitled "Wrong Desire"!



Available now on iTunes preorder http://apple.co/2vP8aiD

Listen the first single "Behind the Mask" http://bit.ly/2vPibwc



MELANIE KLAIN (Modern Metal - Mococa/RJ)


Banda: MELANIE KLAIN

Início de atividades: 2013

Discos lançados: “Análise do Caos” (2016)

Formação atual: Duzinho (vocais), Leandro Violla (guitarras), Chapolin (guitarras), Vic Escudero (baixo), Pedro Bertti (bateria)

Cidade/Estado: Mococa/SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Duzinho: Meu sonho sempre foi trabalhar com música. Eu era muito novo quando o Metal atravessou meu caminho com BLACK SABBATH. Eu tinha uns 6 anos em 1989 e tive minha infância regada a MTV dos tempos áureos. Imitava no quarto artistas como Axl Rose, James Hetfield, Kurt Cobain, Chris Cornell, Bruce Dickinson... E isso sempre foi me motivando a ser um vocalista. Encontrando ao longo do tempo outras influencias, eu conheci o Violla em 1998, tínhamos 15 anos e começamos a conversar muito sobre muitas bandas que escutávamos. Ele me apresentou algumas coisas, eu também apresentei a ele e isso veio a somar nossos pensamentos de formar algum projeto. Trabalhamos num power trio de Rock nacional por mais de um ano, onde eu era baterista e ele baixista, mas não era isso que eu realmente queria.

Em 2007 começamos a trabalhar com um projeto nosso, uma banda que desde sempre falamos em criar. Começamos até a já ir compondo músicas, mas não deu pra manter a formação e os trabalhos extras tanto meu quanto do Violla fizeram com que isso se encerrasse no mesmo ano.

Quando juntamos uma nova turma de amigos em 2012, eu comecei a participar dos ensaios de uma banda dele e do Chapolin e pós algumas vezes cantando, Violla me convidou a formar mais uma vez nosso projeto. E convidamos o próprio Chapola pra fazer a segunda guitarra, o baixista que tocava com eles na época e meu primo Pedro na bateria, que sempre me cobrou de fazer algum som num final de semana. Somado isso, eu tinha acabado de assistir um show de uma das maiores influencias minha em particular, o PROJECT46, que fazia tudo o que eu sonhava. Metal pesado, crítico ao sistema e cantado em português.  Estava então formada a MELANIE KLAIN que começou a trabalhar em Janeiro de 2013.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Duzinho: Hoje a internet facilitou muito a exposição do trabalho para uma gama maior de pessoas. Porém isso tem que ser feito de forma crescente e profissional. Não adianta apenas soltar as musicas em algum player ou criar uma página em alguma rede social. Você precisa manter o trabalho ativo. E isso custa tempo... Esse fator que normalmente se torna algo difícil de conciliar. Mas temos que manter o pensamento fixo que só com o trabalho é que se mantém o nome em destaque no cenário.

Fora isso, acredito que mesmo trabalhando de forma mais ativa o nome de sua banda, os ouvintes do gênero ainda estão muito presos em suas zonas de conforto em não disponibilizar atenção as novas bandas. Não generalizo, mas isso se torna uma barreira a se superar. Você como banda, não pode fazer com que as pessoas engulam a baixo o seu trabalho. Mas ficar esperando acontecer também é um tiro no pé. Então a criatividade tem que estar no mesmo ritmo em que novas bandas surgem. Isso de fato é bom, pois não tem onde o público alvo reclamar. Mas é uma luta constante pra que você mantenha o seu trabalho em divulgação.

A falta de espaço em eventos se torna algo complicado. Já ouvimos muitos “não” em quase 5 anos. Festivais pequenos, grandes, bares, casas noturnas... Tudo fica muito complicado quando você oferece “som autoral”. Bate um pouco de desânimo ver uma banda cover ou tributo tocar muito mais que a sua de música própria, mas ficar em casa lamentando sobre tudo isso também não dá. Na grande maioria das vezes temos que usar tudo como uma fonte de inspiração e focar no que realmente possa ser de grande serventia pra melhorar.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Duzinho: A região sempre está em movimento. Eventos não faltam. A MELANIE KLAIN mesmo já fez alguma coisa por aqui em Mococa. Mas não conseguimos manter uma boa sequência de apresentações. MOTIVOS: falta de compreensão de alguns organizadores que não entendem que se temos que viajar, precisamos de recursos pra nos deslocar. Algumas vezes (quase sempre) ouvimos as frases, “vai ser bom pra sua divulgação”, “liberamos a cerveja pra banda”, “ano passado lotou e esse ano vai dar mais gente pra ver o seu trabalho”... Tá certo que precisamos dos palcos pra mostrar nosso som, mas infelizmente não conseguimos tocar por conta de não podermos sair de nossa cidade. O dinheiro é uma base forte em qualquer banda e também pra que se possam fazer eventos de qualidade. No mínimo precisamos nos ouvir e ter segurança nos shows, o que implica na qualidade dos palcos e tudo mais. Não temos um palco de Wacken, mas é o que normalmente sempre falo, tudo depende do interesse de organização, patrocinadores e público pra que essa qualidade física seja boa.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Duzinho - É difícil bater de frente com o “tradicionalismo” de muitos fãs. E quando isso se torna uma venda e um tampão nos ouvidos, se declara uma guerra. Bandas iniciantes reclamam que não tem espaço, alguns fãs reclamam da qualidade inferior dessas bandas... Acaba virando um circulo vicioso. Metal é tipo o Jason Voorhess. Já tentaram matar ele de tudo que é jeito. Mas ele sempre volta, e volta cada vez mais FODA e puto da cara. É uma comparação meio tosca, mas é assim que funciona. Acredito que deva existir um respeito dos fãs para com as bandas que estão tentando aparecer agora. Ouça, avalie e se existir algo a melhorar, faça uma crítica construtiva.

Isso é bom... Eu sei que vão existir alguns músicos que não conseguirão absorver isso e acabar falando um monte de asneira. Assim também como alguns fãs de Metal que chegam com os dois pés no peito da banda quando não se precisa fazer isso. A base de tudo é o RESPEITO como disse acima.

Nós da MELANIE KLAIN estamos quebrando muitas barreiras. Banda autoral, sem rotulação de estilo, com uma mulher na formação, que canta em português e critica a forma de vida da sociedade. Isso é a receita da desgraça, se for falar a verdade. Pois muitos torcem o nariz pra todos os itens, ou pelo menos pra algum. Mas pensamos que se nós cinco gostamos do nosso som, vão aparecer cinco amigos, com mais cinco amigos, com mais cinco amigos que vão gostar também e assim por diante. Procuramos passar nossa mensagem e fazer Metal. Pra quem quiser ouvir, seja bem-vindo. Pra quem não quiser, paciência.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Duzinho - Como já falei... CURIOSIDADE DO PÚBLICO EM PROCURAR NOVAS BANDAS. O apoio, incentivo e presença nos eventos e redes sociais são de praxe pra todos. Mas sabemos que essa tal “preguiça” é um veneno. Eu vejo a mídia especializada no Underground Nacional divulgar material novo todo dia. Isso é lindo... Pois mostra a força do nosso cenário e competência dos envolvidos. Se tem público presente, com certeza terão as bandas pra fazer esse pessoal se matar nos “CIRCLE PIT” e balançar a cabeça em casa, no carro, na rua, em qualquer lugar.

Acredito que se esse interesse ficar mais forte, conseguimos expandir ainda mais essa filosofia de “união”. É triste saber que temos uma gama muito grande de bandas, mas ao mesmo tempo não ver essas bandas todas na estrada. Eu sei que é muito difícil viver de música. E mais difícil ainda ter uma qualidade de vida melhor se você já está vivendo do Rock/Metal. O Pompeu do KORZUS disse uma vez, que os artistas desse tal “universitário” POP que domina o mercado musical hoje estão em alta, tem algo em mente que infelizmente a maioria de nós aqui não tem. Isso engloba todo mundo. Bandas, ouvintes, mídia... Que é questão de fazer grana. “Ah Duzinho, deixa de ser mercenário”. A questão nem é ser mercenário... Mas você já parou uma vez pra ver o tamanho da estrutura que os shows desses artistas têm? Tudo bem e certo que é o som da massa, o cara que ouve tá se fudendo se está afinado, se tem conteúdo ou se aquilo transmite uma mensagem positiva. Mas eles se uniram em torno de um objetivo e um vai puxando o outro. Nome disso??? União.

Vende fácil? Vende muito fácil. Mas precisamos dar mais atenção a quem realmente está disposto a fazer algo em prol do estilo. Procurar e divulgar melhor o trabalho de sua banda. Melhorar os pontos fracos e evoluir musicalmente. Parcerias são extremamente necessárias. E termino dizendo aquela frase feita. “Se não vai ajudar, não atrapalhe”.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Duzinho - Esqueçam as diferenças e vamos ficar mais unidos. Focar no trabalho de divulgação. Independente de estilos ou gêneros, o respeito é a base tudo. Nós que movimentamos esse cenário e ele em movimento ninguém segura. Vamos ter paciência com quem está começando e apoiar principalmente. Acredito que todos nós que temos banda, procuramos evoluir em um processo gradativo, mesmo que seja devagar. Desistir não está nos planos, mas precisamos desse apoio de todos.

Muito obrigado a todos vocês que acreditam e nos incentivam. O Rock/Metal é um patrimônio nosso, então vamos cuidar com mais atenção.

Obrigado demais pela oportunidade, Marcão. Vejo seu esforço em ser mais um pilar do Underground Nacional. Obrigado também a Gleison Junior pela divulgação e a todos os evolvidos.

Sempre que precisarem estaremos à disposição.

OUÇAM MELANIE KLAIN SEM MODERAÇÃO.

Grande abraço...


Links para contatos:

Links para audição:

sábado, 2 de setembro de 2017

PEDRO ESTEVES - Novos Tempos (Álbum)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 9,4/10,0

Tracklist:

1. Manga Larga
2. Novos Tempos
3. Lembranças
4. Doce Brisa
5. Raízes
6. Revolução
7. Descanse em Paz
8. Sorria
9. Indomável
10. De Volta pra Casa


Banda:


Pedro Esteves - Guitarras, teclados, violão
Wilson Fernandes - Baixo
Anderson Alarça - Bateria


Contatos:

Facebook:
Twitter:
Instagram:
Bandcamp:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A música meramente instrumental causa dois efeitos distintos e antagônicos: ou se ama ou se odeia.

Muito disso vem do fato de que, entre o final dos anos 80 e início dos 90, fomos assaltados por uma leva de guitarristas que, em seus discos, mais promoviam a autoindulgência técnica do que realmente nos brindavam com música de alto nível, daquela que se ouve e se gosta. Óbvio que serviu para dar referência técncia às novas gerações de guitarristas, mas nem todos tocam o referido instrumento. Por este motivo, até hoje em dia, discos instrumentais focados nas guitarras causam suspeitas a muitos. Mas sobre “Novos Tempos”, primeiro disco solo do guitarrista/produtor Luso-brasileiro PEDRO ESTEVES, este autor garante que é um disco para todos os fãs de música, independente se há um vocalista ou não.

Se você está em busca de fritadas à velocidade da luz, pode esquecer. O trabalho de Pedro é focado em algo mais intimista, orgânico e cheio de feeling, embora existam alguns momentos mais técnicos aqui e ali durante o disco. Mas no geral, a sobriedade técnica impera, com toda a expressão do guitarrista feita na base do sentimento, algo bem raro nos dias de hoje. E justamente por isso, tão atraente, com linhas melódicas mais simples, harmonias bem pensadas e técnica usada como mera consequência da expressão musical (e não sua motivação).

Ou seja: “Novos Tempos” é um disco feito com músicas deliciosamente envolventes.

Gravado, mixado e masterizado no estúdio Masterpiece em Guarulhos SP, com Pedro tomando as rédeas de cada um dos processos, isso garantiu que a sonoridade de “Novos Tempos” fosse bem limpa, clara, e com todos os instrumentos em seus devidos lugares. E assim, a música mais intimista e simples do disco ganhou um brilho todo próprio.

A experiência de Pedro como guitarrista do LIAR SYMPHONY e do HARDSHINE flui espontaneamente nas 10 canções de “Novos Tempos”, mas sob um espectro diferente do que estamos acostumados. E é justamente essa versatilidade que irrita muitos fãs de Metal e Rock com valores musicais engessados. E os arranjos são bem espontâneos, os detalhes minimalistas estão ali, mas fluem de forma tão harmoniosa que são assimilados facilmente.

As melhores: o clima Hard/Pop de “Manga Larga” e suas passagens bem ganchudas, as lindas melodias quase que de New Age/World Music ouvidas em “Novos Tempos” e “Lembranças”, a intimista e suave “Doce Brisa” (onde Pedro dá umas debulhadas técnicas bem pontuais, e o baixo mostra momentos inspirados), o forte acento Bluesy/Pop de “Raízes”, os momentos mais pesados e bem modernos de “Revolução”, as belas passagens de violão e baixo em “Descanse em Paz” com sua atmosfera intimista, a poderosa e impactante “Sorria” (recheada por um trabalho bem legal de baixo e bateria), o peso a velocidade de “Indomável” (belos toques de teclados e passagens melodiosas rápidas e intensas, mais a bateria debulhando no finalzinho), e as melodias charmosas e calmas de “De Volta pra Casa”. Sim, não dá para dispensar nada em “Novos Tempos”.

Esperemos que o trabalho de Pedro não pare apenas nesse disco.



CODMORSE - The Cost of Peace (EP)


2017
Selo: Independente
Nacional

Nota: 7,7/10,0

Tracklist:

1. Nuclear Fear
2. Sign the Hell
3. The Wolf
4. Chaos in Order


Banda:


Júnior - Vocais
Wesley Lima - Guitarras
William Reznor - Guitarras
Gabriel Scavacini - Baixo
Paulo Cavalcante - Bateria


Contatos:

Site Oficial:
Twitter:
Instagram:
Bandcamp:
Assessoria: http://www.mothdivision.net/p/banda-2.html (Moth Division)


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


A juventude musical é interessante nas bandas de Metal. Em seus primeiros trabalhos, o que pode faltar em termos de detalhismo minimalista nos arranjos, sobra em energia e força. Quase todas as bandas são assim (com raras exceções), e o quinteto CODMORSE, de Itu (SP, a famosa cidade onde tudo é gigantesco nas anedotas populares). Eles já possuem 5 anos nessa luta, mas somente agora chegam com seu primeiro trabalho, o EP “The Cost of Peace”.

O trabalho deles é dividido da seguinte forma: 75% Heavy Metal tradicional + 25% Thrash Metal. Sim, temos em mão um híbrido, já que eles fazem um trabalho voltado ao Metal tradicional com um toque de NWOBHM, basta observarem a técnica “Harrissiana” do baixo em “The Wolf”, bem como os timbres vocais à lá Kevin Heybourne (do ANGEL WITCH) em certos momentos. Mas a agressividade do Thrash está em muitos arranjos, nos vocais com backing vocals à lá ANTHRAX. Óbvio que a banda ainda necessita de mais amadurecimento musical, mas a energia é absurda, gerando canções de bom gosto e que nos envolvem.

A produção do EP é boa. Óbvio que a crueza poderia ser menor, os timbres um pouco mais bem escolhidos. Mas em compensação, o som flui pelos falantes de forma orgânica, e consegue-se compreender claramente o que eles estão tocando, bem como as melodias são evidentes. Não está ruim, só poderia ser melhor.

Uma ótima dupla de guitarras (com bons riffs e solos eficientes), baixo com boa técnica e bateria com peso, e vocais que encaixam muito bem no instrumental da banda, backing vocals e corais bem pensados, e tudo isso nos concede canções com bons arranjos e muita energia. Óbvio que eles ainda têm um longo pelo caminho para polir ainda mais sua música, mas já está em um nível muito bom.

“Nuclear Fear” é uma canção mais curta, com andamento mediano, boas melodias e sem muita complicação técnica, além de boa dose de energia. Mas o arsenal da banda fica mais evidente em “Sign the Hell”, onde a fusão de timbres azedos do Thrash Metal com as melodias do Metal tradicional está evidente, em uma canção envolvente e sedutora, onde as guitarras mostram sua técnica e força nas bases e solos, sem mencionar o bom refrão e ótimos backing vocals. O trabalho de baixo e bateria ganham mais visibilidade na cadenciada “The Wolf”, onde a banda mostra seu potencial musical, exibindo uma canção com boas linhas harmônicas e vocais interessantes. Já “Chaos in Order” já tem uma pegada um pouco mais agressiva e direta, com melodias mais subjetivas e um bom trabalho dos vocais mais uma vez.

O trabalho do quinteto ainda pode melhor, mas verdade seja dita: o CODMORSE é uma banda promissora.