segunda-feira, 30 de outubro de 2017

MOONSPELL - 1755 (Álbum)


2017
Importado

Nota: 10,0/10,0

Tracklist:

1. Em Nome do Medo                      
2. 1755                      
3. In Tremor Dei                   
4. Desastre                 
5. Abanão                  
6. Evento
7. 1 de Novembro                 
8. Ruínas                   
9. Todos os Santos
10. Lanterna dos Afogados


Banda:


Fernando Ribeiro - Vocais
Ricardo Amorim - Guitarras, teclados
Pedro Paixão - Teclados, samples, programação, guitarras
Aires Pereira - Baixo
Miguel Gaspar - Bateria


Contatos:

Bandcamp:
Assessoria:

E-mail:

Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Discos conceituais, em geral, nascem da ideia de um músico (ou banda) sobre um tema que pode ser fictício ou real, e mesmo quando falamos do segundo grupo, podemos ver apenas uma parte do que se trata, ou seja, o assunto pode ficar subaproveitado.

Localização estimada do sismo de Lisboa de 01/11/1755,
No caso de “1755”, novo disco do quinteto MOONSPELL, de Portugal, a banda pegou um evento marcante da história de seu próprio país e o narrou de forma que se transpareça a realidade do ocorrido, mas se encaixe na forma lírica tão tradicional que eles desenvolveram para si.

Para início de uma longa conversa: o tema central de “1755” é o grande Terremoto (ou Sismo) de Lisboa, ocorrido no dia 01/11/1755, entre 09h30min e 09h40min da manhã (horário local). Era Sábado, manhã do Dia de Todos os Santos (lembrando que Portugal era até então um país assumidamente católico e opositor à Reforma Protestante), logo, as ruas da cidade e igrejas estavam abarrotadas. As estimativas atuais (já que não existem dados do evento na época de sua ocorrência) falam que a intensidade do sismo foi de algo em torno de 8,5-9,0 na escala de Magnitude de Momento, um terremoto extremo, e que como referencial comparativo ao leitor, é preciso dizer que o Sismo de Tōhoku (em 11/03/2011, no Japão) atingiu 9,1 nesta mesma escala.

As coordenadas estimadas (mais uma vez: não existem dados do evento) do epicentro do sismo são 36°N 11°O a 200 km a Oeste-Sudoeste do Cabo de São Vicente, e a uma distância entre 100 e 500 km de Lisboa. O sismo ocorreu próximo da fronteira entre as Placas Tectônicas Eurasiática e Africana (uma zona de subducção, onde a Placa Africana subducta sob a Placa Eurasiática). Em termos de catástrofe, a cidade foi arrasada pelo sismo, pois apesar da pouca duração (a duração do evento em si é algo em torno de 3 minutos e meio até seis minutos). 

Muitas pessoa fugiram dos desabamentos indo para a zona portuária da cidade. Lá, viram o recuo das águas do mar, revelando o fundo oceânico repleto de destroços e cargas perdidas. E 40 minutos depois, veio o tsunami que atingiu a cidade com uma onda que teve altura estimada entre 6 a 10 metros, seguida de outras duas. A área portuária de Lisboa e suas partes mais baixas foram inundadas, e a energia das ondas foi tamanha que elas chegaram a subir pelo rio Tejo, pegando de surpresa os que estavam em fuga. Aquelas áreas da cidade que não foram devastadas pelas águas foram, enfim, consumidas por vários incêndios, que levaram até cinco dias para serem controlados. O fogo destruiu inclusive a Livraria do Rei José I, cheia de pergaminhos, livros raros e pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. O rei sobreviveu, pois estava em outra cidade (Santa Maria de Belém), mas devido à catástrofe, nutriu fobia por prédios pelo resto da vida, preferindo morar em um complexo de tendas no Alto da Ajuda, em Lisboa.

A estimativa de mortes vai de 10.000 até 100.000 pessoas, e o Terremoto de Lisboa deu ainda mais ênfase às muitas mudanças de ordem política, social, econômica, filosófica e mesmo religiosa que já ocorriam no país, além de ver o nascimento da Sismologia moderna (tudo graças ao pensamento Iluminista do Marquês de Pombal, adepto do pensamento do Despotismo Esclarecido).

Lisboa tomada pelas águas do tsunami e já mostrando incêndios (gravura em cobre).

4 parágrafos usados apenas para descrever um tema que o MOONSPELL discorre em 9 canções. Falemos dos aspectos musicais da obra em si.

Para quem conhece o quinteto de longa data, sabe que eles transitam em um meio termo entre suas influências extremas de seu início de carreira com uma estética elegante e melódica que resgata elementos do Doom Metal e do Gothic Rock. E diferente do que se ouve em “Night Eternal” e “Alpha Noir/Omega White” (que têm uma estética mais seca e agressiva) e em “Extinct” (onde eles usaram bem mais de seu lado Doom/Gothic), em “1755” o MOONSPELL acha um ponto de equilíbrio entre estes dois aspectos de sua personalidade, ora mais seco e agressivo, ora mais denso e introspectivo, e ora ambos fundidos de maneira homogênea. Mas adicionem a isso orquestrações fantásticas, corais wagnerianos, ritmos étnicos e uma infinidade de experimentalismos que enriquecem o trabalho dos Lobos de Lisboa, fora as letras totalmente no idioma lusitano, reforçando a poética rebuscada que usam há anos.

Sim, o MOONSPELL se superou mais uma vez...

A banda buscou novamente as mãos de Tue Madsen (com quem trabalharam em “Alpha Noir/Omega White”) para a produção. Tudo para buscar uma sonoridade que pudesse transmitir a gama de sentimentos que permeiam “1755”, já que a música vai da melancolia à agonia, do medo à revolta, do terror da morte à dor e esperança da reconstrução, algo que a instrumentalmente a banda faz, mas era preciso uma qualidade sonora bem feita, e Tue conseguiu. A qualidade está limpa, densa e agressiva, mas perfeita para o que o quinteto queria explorar. E, além disso, os timbres de cada instrumento foi escolhido com sobriedade.

Capa da versão em vinil.
Já a capa de João Diogo capta toda a essência do disco e de suas letras. De forma bem trabalhada, sismo, tsunami e incêndio estão ali, sem mencionar o lado dos ofícios religiosos da data do evento, além das mortes. Tudo claro e bem expressado em termos gráficos.

Com o mesmo pioneirismo herdado daqueles que foram os primeiros a enfrentar os mares desconhecidos, o MOONSPELL também ousa bastante em “1755”, foge do ponto comum e cria possibilidades a serem exploradas no futuro, já que o uso dos elementos já mencionados é uma inovação para o quinteto. Além disso, o grupo flerta com uma complexidade de arranjos um pouco maior que antes, embora não destoe ou danifique a personalidade musical que cultivam a 25 anos de muito trabalho.

“1755” se inicia com uma nova versão para a introspectiva “Em Nome do Medo”, que originalmente é de “Alpha Noir/Omega White”, embora esta nova tenha alguns elementos diferentes orquestrais, pianos e teclados, além de ótimo trabalho de vocais, especialmente nos corais. Estes mesmos corais surgem para ambientar “1755”, evocando a aura religiosa do Dia de Todos os Santos, uma canção de impacto forte, mostrando a agressividade crua e cheia de energia, mas sempre requintada, da banda, onde surgem ritmos orientais em meio à catarse musical, e se percebe a força das guitarras do grupo (especialmente nos solos) se manifesta. Riffs sujos se entremeiam com corais, e o andamento abrasivo de “In Tremor Dei” desfila toda a perplexidade e medo diante do desastre e a desilusão com a fé, tendo a presença do cantor Paulo Bragança nos vocais, trazendo assim um sutil toque de Fado (ritmo musical tradicional de Portugal) à canção. Em “Desastre”, abate-se a realidade de tudo que cerca o evento, a revolta contra a religião da Coroa portuguesa (deus é julgado por causar tamanha catástrofe), e isso com adornos de orquestrações bem feitas, sem mencionar a força de baixo e bateria, que dão o peso agressivo necessário à banda, e é um dos melhores momentos do disco. Segue-se com a estética um pouco mais densa e cheia de momentos Industriais (à lá “Sin/Pecado”) misturada com peso abrasivo em “Abanão”. Um jeitão mais pesado e cheio de passagens de teclados soturno relembra os “aftershocks” (tremores menores que o evento principal que ocorrem depois deste) e fala sobre o questionamento a deus e seus escolhidos, a culpa e omissão dos mesmos em “Evento”, com um belíssimo trabalho de cordas em ritmos não convencionais (e que solos) e dos vocais (urros rasgados se fundem a sussurros sinistros), além da presença da célebre frase “Enterram-se os mortos e cuidam-se os vivos”, atribuída ao Marquês de Pombal. Melodias à lá Metal tradicional se mesclam a corais de primeira em “1 de Novembro”, data do evento e que narra os esforços pela reconstrução da cidade, mostrando ainda o medo das pessoas, e como as guitarras e base rítmica estão bem por todas as nuances musicais que permeiam esta canção. E este mesmo esforço ainda é narrado na bela e soturna “Ruínas”, falando das condições da cidade após tremor, tsunami e incêndio, e a música em si é cheia de adornos orientais e góticos, e mais um trabalho ótimo dos teclados e base rítmica. Mais uma vez com o uso de uma introdução cheia de cordas dissonantes não convencionais vem a grandiosa “Todos os Santos”, com um andamento pesado e bem trabalhado, com partes mais agressivas e belos vocais (inclusive “inserts” gregorianos), recordando a revolta das pessoas diante do que se passara e da árdua tarefa de reconstruir Lisboa. E fechando, vem a versão personalizada e densa para “Lanterna dos Afogados”, do grupo Pop brasileiro PARALAMAS DO SUCESSO, com uma roupagem mais sinistra e pesada, em especial pelos vocais usando tons agressivos, limpos e sussurrados, guitarras mais pesadas, base rítmica intensa e teclados sinistros, que pode ser uma clara referência aos mortos pelo tsunami que arrasou as áreas mais baixas de Lisboa. E para os que gostam das versões deluxe, esta tem uma versão de “Desastre”, que difere da original por ser cantada em espanhol.

A revolta direcionada à religião, clara em alguns momentos, representa a reflexão do povo com a ocorrência de tal catástrofe em uma festa religiosa importante, e esta levará ao estado laico de hoje. Através do Marquês de Pombal, Portugal foi um dos primeiros países a desenvolver tecnologia de construção eficiente contra sismos, bem como (dito acima) lançou as bases da Sismologia moderna. E conforme o vocalista Fernando Ribeiro, o ano de 1755 marcou o nascimento de um novo Portugal.

Aproveitemos que esta obra de arte este documento histórico de Portugal, nos foi legado por uma banda de Metal, logo, ouçam “1755”, um dos grandes discos do MOONSPELL e um dos melhores lançamentos do ano.

Avante, Lobos da Lusitânia, e conquistem o mundo!



CRUSHING AXES - Trail of Blood (Álbum)


2017
Independente
Nacional

Nota: 8,3/10,0

Tracklist:

1.      God Says Hate
2.      South American Prison
3.      Below Salt
4.      Trial by Combat
5.      Burn Everyone
6.      Fire Throne
7.      In the Path of Death
8.      Trail of Blood
9.      Commotio Cordis
10.  Deathcult
11.  The Spoilers of War


Banda:


Alexandre Rodrigues - Vocais, todos os instrumentos

Convidados:

Jairo Vaz Neto
Glauber Rico
Luiz Arthur


Contatos:

Youtube:
Instagram:
Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


O underground brasileiro tem mostrado sua fertilidade ano após ano, e vemos bandas cada vez melhores e mais profissionais surgindo. Infelizmente, nem sempre o feedback no Brasil é o que elas merecem, já que os fãs de Metal brasileiros parecem mais preocupados com infinitas tretas e política do que com o estilo em si. É uma pena, mas é como as coisas estão nos últimos anos. Sempre triste ver algo assim, pois eles não se permitem ouvir bandas como o CRUSHING AXES, de São José dos Campos, um veterano que chega com seu mais novo álbum, “Trail of Blood”.

Por ser uma “one man band” (uma banda de uma pessoa apenas, que toca todos os instrumentos e faz todos os vocais), Alexandre Rodrigues orienta o lado musical do projeto para algo próximo ao Death Metal, apenas com um “insight” mais experimental, diferente do que se ouve por aí. O enfoque é sempre pesado, seja nos momentos mais velozes ou nos mais cadenciados. E sim, cada uma das músicas de “Trail of Blood” merece uma ouvida bem cuidadosa.

Óbvio que Alexandre cuidou da produção e todos os aspectos técnicos da sonoridade. E aqui, percebe-se que a opção foi por algo mais limpo, mais claro, do que nos primeiros trabalhos do projeto. Mas ao mesmo tempo, ela nos permite ouvir claramente como a essência musical do CRUSHING AXES está bem mais clara ao ouvidos, em composições mais soltas e espontâneas. O que a experiência e o tempo não fazem...

Brutal e técnico, mas sempre preocupado em se manter coeso e diferenciado, o que se ouve em “Trails of Blood” é algo ótimo, com bons arranjos e músicas que fluem de maneira espontânea, sem nada forçado.

E desta forma, percebe-se que canções como “God Says Hate” e seu ataque de riffs ferozes e bem trabalhados (sim, há uma pegada interessante nas guitarras em vários pontos dessa música), as partes mais refreadas de “Below Salt” (onde se percebe a clara influência de Thrash Metal aqui e ali, e o trabalho de baixo e bateria está muito bom), a mais experimental “Trial by Combat” (onde na introdução, temos a presença de violões e guitarras limpas antes do mundo vir abaixo, mostrando uma canção mais pesada e cadenciada, mostrando baixo e bateria em grande forma), mesmos elementos que se ouvem em “Burn Everyone”. Um pouco mais trabalhada em termos de arranjos é “In the Path of Death”, que tem velocidade e onde se tem a participação do vocalista do CHAOS SINOPSYS, Jairo Vaz Neto; a veloz e agressiva “Trail of Blood” é outra bordoada no queixo, onde Glauber Rico (vocalista do NEKROST) chega junto e participa; mais trabalhada e cheia de detalhes ótimos de guitarra é “Commotio Cordis”, onde Luiz Artur do HATEMATTER aparece. E destacam-se ainda a arrastada e azeda “The Spoilers of War” e seus vocais guturais de primeira.

Desta forma, o CRUSHING AXES se mostra vivo e disposto a continuar em sua trilha de sangue e boa música.

THE KAHLESS CLONE's 'Our Never-Ending Loneliness' EP Streaming / New Play-Through Video Released


"Our Never-Ending Loneliness", the new EP from Chicago Instrumental Dark Music Band THE KAHLESS CLONE is now streaming in its entirety. The band has also released a guitar play-through video for EP track "This is All Falling Apart," which can be viewed at: https://youtu.be/YeqLeek07ZA

"Our Never-Ending Loneliness" is available for streaming at these locations:


"Our Never-Ending Loneliness" will be released November 3 on digital and CD formats. Featuring NOVEMBERS DOOM guitarist Vito Marchese, the new EP builds on the foundation established with stunning debut EP "An Endless Loop", and forges the vibe of dark metal, with the sonic landscape and emotional buildups of post-rock. Pre-order the EP at thekahlessclone.bandcamp.com/album/our-never-ending-loneliness

THE KAHLESS CLONE will play a CD Release Show on November 11 at The Elbo Room in Chicago.


"A tasteful mix of heavier bombast of metal, and the comforting ease and sway that is classic of post rock."
- All About the Rock

"Awesome riffs and even more amazing keyboard moments."
- Progressive Music Plant

"Psychedelic progressive post dark metal at its very best."
- Merchants of Air

"Our Never-Ending Loneliness shows off the impeccable chops of The Kahless Clone in creating a spellbinding work, one that draws the listener deep into a perfectly sculpted timeless sound."
- Beachsloth

"Very catchy and melodic. A pleasure to listen to."
- Hellfire Magazin

"Instrumental delicacy...bright musical nuances."
- Queens of Steel

"The feeling mentally of wandering in the vast emptiness of outer space, transported along in solitude by a sleek ship built from the base minerals of rock and metal."
- Canadian Assault

"Melodic dark doomy/prog-ish, like Katatonia/slower Opeth."
- Mosh Pit Radio

THE KAHLESS CLONE is:

Ben Johnson - Keys 
Zach Libbe - Electronic Drum Programming 
Vito Marchese - Guitars 
Garry Naples - Drums 
Larry Roberts - Bass


Source: Clawhammer PR

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

CROBOT: announce new rhythm section!


CROBOT have announced the addition of Dan Ryan on drums and James Alexander Lascu on bass. James also plays bass in WILSON and will continue to do so for both bands. Dan is an official Ddrum USA artist, while James is endorsed by Darkglass Electronics, Spector, EMG Pickups and Ernie Ball.

"All is definitely well in the CROBOT home nebula as we welcome the insanely talented and hard hitting Dan Ryan on drums and the power and monstrous bass playing of James "Uncle Jimmy Muscles" Lascu to hold down the heavy bottom. We are 50 songs into the writing process and we are excited about how productive we have been over the last few months. To say these guys are making us a better band would be an incredible understatement. Stay tuned for new riffin' & groovin' as we are planning for a 2018 release! Keep your beards tuned to that same ol' CROBOT transmission!" - Brandon & Bishop.

CROBOT completed a summer headline tour with the duo including festival stops at Chicago Open Air, Rock USA and Seether's Rise Above Fest, where they were joined by Clint Loweryon stage to perform AUDIOSLAVE's 'Cochise' as a tribute to the late Chris Cornell. They have begun writing new material for their anticipated 3rd album which will be out in 2018.

CROBOT will support SEVENDUST on their final 20th anniversary shows in December.

29.12. USA Houston, TX - Scout Bar
30.12. USA San Antonio, TX - Vibes Event Center
31.12. USA Dallas, TX - Canton Hall


Order CROBOT's latest album »Welcome To Fat City«, now, here: http://nblast.de/CrobotFatCityNB

Get it digitally, here: http://nblast.de/CrobotDownloads

More on »Welcome To Fat City«:

'Not For Sale' OFFICIAL LYRIC VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=QMgE6nbW25w

'Not For Sale' OFFICIAL VIDEO: https://www.youtube.com/watch?v=VVW9YP4MKGI

'Plague Of The Mammoths' OFFICIAL TRACK: https://www.youtube.com/watch?v=hK9bfg8lkHQ

'Play It Cool' OFFICIAL TRACK: https://www.youtube.com/watch?v=S1sG-7xOnb4

More info:

Source: Nuclear Blast

KIKO DITTERT - "Just One Death" & "Black & White Final"


Metales del Sur

El guitarrista Kiko Dittert, conocido en el underground brasileño por su trabajo con la banda DreadnoX, lanzó recientemente en las plataformas digitales los sencillos: "Just One Death" y "Black & White Final", ambos acompañados por nombres importantes del metal nacional e internacional. Acompañaron al músico los vocalistas: Maxi Nil (Jaded Star/Ex-Vision of Atlantis) y Mark Boals (Ex-Yngwie Malmsteen/Ring of Fire/Royal Hunt); el guitarrista y vocalista Renato Tribuzy (Tribuzy); el bajista Mike Lepond (Symphony X); el tecladista Bob Katsionis (Firewind/Serious Black); y el baterista Robson Pontes (Alliria/Rec All). 

Al revés de la mayoría de los guitarristas, Dittert, grabó sonidos cantados y sin solos interminables que acostumbran agradar apenas otros músicos. En "Black & White Final", el peso de la guitarra combina perfectamente con la cocina de la banda y las bellas voces de Renato Tribuzy y de Max Nil, principalmente en los momentos finales tras el solo emocionante. Ya en "Just One Death", la más pesada de las dos, cabe destacar la agresividad de la guitarra con un perfecto glissando de teclado y el estribillo pegajoso de Mark Boals. Esa es una de aquellas para cantar a todo pulmón con las manos hacia arriba en los shows. A pesar de ser un álbum de guitarrista, todos los instrumentos están bien equilibrados, ¡escúchalo, sin miedo!


Reseña por:
Claudia Elizabeth Troncoso, profesora, traductora y agente de prensa de Idioma Espanhol 2.0, que aporta sus conocimientos de rock en español al programa, SONIDOS, en la RadioCultFM, conducido por André Luiz Costa.

Los dos sencillos consisten en trabajos solo del guitarrista Kiko Dittert, la pista "Just One Death" cantada por el vocalista Mark Boals, y la pista "Black e White" cantada por Renato Tribuzy. 
Kiko Dittert (Dreadnox - Tribuzy), Río de Janeiro/Brasil - 41 años
Mark Boals - (Ex-Yngwie Malmsteen - Ring of Fire - Royal Hunt), Los Angeles/EE. UU. - 58 años
Renato Tribuzy - (Tribuzy), Río de Janeiro/Brasil - 39 años
Mike Lepond (Symphony X), Nueva Jersey/EE. UU., 51 años
Bob Katsionis (Firewind - Serious Black), Atenas/Grecia - 40 años
Maxi Nil (Jaded Star - Ex-Vision of Atlantis), Atenas/Grecia - 36 años
Robson Pontes (Alliria - Rec/All), Rio de Janeiro/Brasil - 32 años

Fotos por Marcos Hermes (que ya fotografó a Sepultura, Tribuzy, Iron Maiden y Metallica)
Artwork by Gustavo Sazes (que ya ha hecho: Epica, Amaranthe, Firewind, James Labrie y otros)
Mezcla y Masterización  - Alexandre Macedo en Full Sound Studio
Producción: Alexandre Macedo y Kiko Dittert
Asesoría: Isabele Miranda- isapublicidade@gmail.com