terça-feira, 14 de novembro de 2017

SOMBERLAND - Pest'Ology (Álbum)


2017
Nacional

Nota: 8,7/10,0

Tracklist:

1. Pest’Ology
2. Here Has No Place for God
3. Fallen Angel
4. Forever Dark Wood
5. Dark Silence of Death
6. Wrath of the Tyrant
7. Into the Frost
8. Sadistic Instincts Arise
9. …When Future No Matter


Banda:


E. Nargoth - Baixo, vocais
Dmortest - Guitarras
Diavolos - Guitarras
W.A.G - Bateria


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Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Existem bandas cujos trabalhos, em qualquer vertente de Metal que seja, parecem destinados a serem realmente incríveis. No Brasil, bandas e mais bandas geram discos que realmente nos seduzem pelos ouvidos, já que cada vez mais em termos musicais, as bandas andam criando música da mais alta qualidade. E o primeiro disco do quarteto SOMBERLAND, de Criciúma (SC), chamado “Pest’Ology”, é um desses.

O grupo faz um Black Metal cru e bem tradicional, adicionando algumas melodias muito interessantes em vários pontos, e mesmo alguns momentos mais técnicos podem ser notados no trabalho deles. O que fica evidente é que eles possuem uma clara influência de bandas como DISSECTION e EMPEROR, com uma dose seminal de energia envolvente e sedutora, além de boas ambientações.

Orland Junior e a própria banda foram os responsáveis pela produção sonora de “Pest’Ology”, sendo que Orland ainda mixou e masterizou o trabalho no Forest Studio, em Criciúma (SC). Tudo para garantir uma qualidade sonora bem cuidada e com bom nível de clareza, mas sem deixar de lado aquela crueza essencial para bandas do gênero. Ou seja, a música soa agressiva, crua e tenebrosa, mas limpa e clara para a compreensão de quem ouve o disco.

A bela arte de Marcelo Vasco (da PR2 Design) para a capa evoca claramente a Peste Negra que devastou a Europa e a Ásia entre 1343 a 1353, deixando um saldo de 75 a 300 milhões de mortos. O design e o layout de L. Vulcan ficaram muito bons, dando aquele toque sinistro essencial ao lado visual.

Desfilando música de muito potencial em “Pest’Ology”, o SOMBERLAND sabe compor de forma espontânea, bem acabada. Fica evidente o quanto o quarteto tem a oferecer em canções como a variada “Pest’Ology” e sua diversidade crua de riffs agressivos e vocais rasgados de primeira, a energia agressiva que surge em “Here Has No Place for God” e suas passagens com melodias sombrias (onde as guitarras se destacam), a sinistra e arrastada “Fallen Angel” (com seus detalhes soturnos, ótimos vocais e boas conduções na base rítmica), o peso empolgante e também cadenciado de “Dark Silence of Death” (com vocais rasgados ótimos) e de “Wrath of the Tyrant” (partes de duetos melodiosos de guitarra ótimos), e as climáticas e fúnebres “Sadistic Instincts Arise” e “…When Future No Matter” (esta última, com alguns solos de guitarra muito bem encaixados e melodiosos).

O SOMBERLAND é uma banda excelente, e só precisa ser descoberta pelos fãs do estilo. Mas garanto: uma ouvida em “Pest’Ology” e não vão se arrepender.