terça-feira, 24 de outubro de 2017

GREY WOLF - The Beginning (Compilação)


2017
Nacional

Nota: 9,3/10,0

Tracklist:

1. The Beginning (previously unreleased)
2. By the Power of Crom (demo version)
3. The Singing of Steel (demo version)
4. Thoth Amon (demo version)
5. Remembers (demo version)
6. Ways of the Warrior (demo version)
7. The Elephant Tower (demo version)
8. Warrior (demo version)     
9. Grey Wolf (demo version)
10. The Frost Giant's Daughter (demo version)
11. King Kull (demo version)
12. In the Shadows of Stygia (demo version)
13. 300 (demo verion)
14. Thor (demo version)
15. The Attack of the Dragons (demo version)
16. Glorious Death (demo version)
17. Golden Axe (live)
18. 300 (live)
19. A Night of Fun (live)
20. The Elephant Tower (live)
21. King Kull - Parts 1 and 2 (live)
22. Defenders of Steel (previously unreleased)


Banda:


Fabio “Grey Wolf” Paulinelli - Vocais, baixo
Chris Maia - Guitarras
Weslley Victor - Bateria


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Assessoria:


Texto: Marcos “Big Daddy” Garcia


Certos grupos são tão fortes em termos de trabalho musical que qualquer item que lancem deles se torna obrigatório para aquisição. No Brasil, existem grupos cujos trabalhos transcendem as meras definições sonoras, como é o caso do GREY WOLF, que mais uma vez tem um trabalho abordado pelo Metal Samsara. Sim, o grupo parece incansável, já que um ano após o ótimo “Glorious Death”, já estão de volta com “The Beginning”.

A verdade é simples: “The Beginning” é uma compilação de materiais ao vivo, de Demos ou canções que nunca foram lançados anteriormente. Nisso, percebe-se que Fábio “Grey Wolf” Paulinelli é um compositor prolífico (lançou 6 Demos em dois anos, entre 2014 e 2016), mas sempre mantendo a estética sonora original do grupo: sempre o bom e velho Metal tradicional com influências claras de MANOWAR e VIRGIN STEELE, mais algo de IRON MAIDEN e outros nomes, além de toques de Viking Metal à lá BATHORY da fase “Hammerheart”/“Twilight of the Gods”, resultando em uma musica que, se não prima pelas inovações, tem energia e muita personalidade. E digamos de passagem: a estética da banda não é mofada, mas cheia de vitalidade.

Obviamente, em termos de sonoridade, existem flutuações em “The Beginning”, pois como já dito, o disco tem material gravado em Demos e faixas ao vivo, logo, verão discrepâncias. Mas elas são diminuídas pela restauração e remasterização feitas por Arthur Migotto, logo, aferimos que a produção sonora está a contento. E mesmo se ela fosse mudada, o charme de serem canções Demos ou ao vivo seria perdido.

No tocante à parte gráfica, tudo é um luxo s. A capa é bonita (com uma arte de Nicolas Bournay), mas a diagramação do encarte, onde com informações sobre as Demos (com suas capas), fotos, tudo ficou excelente e esmerado. Inclusive as letras das canções que são novas estão presentes. Mais uma vez, Arthur Migotto se superou nessa apresentação luxuosa.

Se há charme pelo material antigo, não é necessário falar que as novas canções, que mostram o espírito do GREY WOLF. É incrível ouvir material inédito como “The Beginning”, que é cheia de vigor, peso e ótimas melodias, com esse vocal em timbres quase rasgados; e “Defenders of Steel”, com seu jeitão mais melodioso e pesado, mostrando um trabalho de primeira de baixo e bateria, cheio de boas mudanças rítmicas. Elas foram gravadas exclusivamente para esta compilação, com mixagem e masterização de Arthur Migotto (que está em todas), sem contar que ele ainda ajuda nos backing vocals junto com Lúcio de Castro, Rafael Kempp, Walber Tavares e Lucas Lima (todos membros do Metaltex), além de Peter Kelter. Fora elas, a opressiva “By the Power of Crom”, a curta e climática “The Singing of Steel”, o jeitão mezzo German Metal e mezzo NWOBHM de “Remembers”, a introspectiva e criativa “Ways of the Warrior” (quase acústica, e cheia de lindas passagens de violão e o vocal com timbres mais normais), a intensa “The Elephant Tower” e suas ótimas guitarras gêmeas; a linda e bem trabalhada “The Frost Giant’s Daughter”, a força crua de “Thor” e sua pegada inebriante, a climática e preciosa “The Attack of the Dragons”, e a debulhada nas quatro cordas mostrada em “Glorious Death” podem ser tomadas como as melhores das canções vindas dos Demos. Ao vivo, apesar da qualidade sonora não estar 100%, “Golden Axe”, “300”, “A Night of Fun”, “The Elephant Tower”, e as duas partes de “King Kull” mostram uma banda que tem uma energia fascinante.

E assim, a saga do GREY WOLF continua, e até que venha seu novo capítulo, “The Beginning” vai aplacando nossa sede por material do grupo.

E que venha logo!!!