domingo, 17 de setembro de 2017

CÉU EM CHAMAS (Hardcore Metal - Itapira/SP)


Banda: CÉU EM CHAMAS         

Início de atividades: 2013

Discos lançados: “Sopro da Destruição” (EP -2014), “Lutar” (EP - 2015), “Infernal” (álbum - 2017)

Formação atual: Rafael Coradi (vocais), Maicon Salvador (guitarras), Alemão Pompeu (guitarras), Frango (baixo) e Betão Job (bateria)

Cidade/Estado: Itapira/SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

A banda foi idealizada em uma festa de réveillon do qual Rafael, Betão e Maicon expuseram suas vontades em produzir um som mais extremo, porém ainda sim melódico, visando englobar todas as influências de cada integrante.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Falta de interesse do público em relação a shows e ao material próprio, infelizmente bandas cover são mais valorizadas. Falta incentivo cultural. Falta profissionalismo por parte de produtores de shows, falta de respeito com as bandas no sentido de não proporcionar um equipamento de som decente para as bandas sem falar nas péssimas divulgações dos shows, praticamente só as bandas divulgam os eventos e o pior, nada é repassado em termos financeiros para as bandas.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Não, Itapira já foi referência em Rock, Metal e Hardcore. Infelizmente não há espaço. Ainda possui uma galera, que acompanham e apoiam as bandas, mas ainda sim, não conseguem impulsionar as bandas e os shows.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Esse tipo de comentário é tão absurdo. No mundo, a cada mês temos vários lançamentos de bandas já consagradas e bandas novas. Quem diz que o Metal está morrendo deveria pesquisar mais, a Internet está ai, a informação e acesso é muito rápido e fácil. Ninguém tem interesse em conhecer e buscar novas bandas, as pessoas que dizem isso provavelmente lembram apenas de AC/DC, IRON MAIDEN, METALLICA, GUNS e etc. Não desmerecendo essas bandas, pois são incríveis, mas e as tantas outras bandas que trabalham muito para compor, executar e gravar material, os integrantes bancam praticamente a banda com o próprio dinheiro, deixando muitas vezes de investir em outras coisas e acaba caindo nesse tipo de comentário.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Temos outras questões importantes para resolver no Brasil antes da Cultura, como Segurança, Educação e etc. Porém com a valorização da mesma, creio que diminuiríamos muito índices criminais de um modo geral. Abriria a mente dos jovens tanto para o Metal quanto para outros estilos musicais de qualidade e para várias formas de arte como a literatura, cinema e etc. Além disso, para o cenário prosperar temos que profissionalizar ele em vários aspectos como os produtores, as casas de shows e até mesmo as bandas, infelizmente apenas a vontade e o amor ao estilo não irá ajudar o cenário a dar certo, isso é utopia. Pois querendo ou não, envolve e movimenta dinheiro de todos os envolvidos e isso acaba gerando sempre conflitos quando alguma das partes não fica satisfeita.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Agradecemos a todo apoio de fãs e imprensa. Compareçam aos shows, adquiram o disco físico (lembrando que está disponível para audição totalmente grátis, por isso não há desculpas para não ouvir). Apoiem como puderem. Só assim as bandas consegue levar adiante seus trabalhos. Grande abraço a todos e nos vemos nos shows!


Links para contatos:


Links para audição:


MORTUO (Black Metal - Curitiba/PR)


Banda: MORTUO

Início de atividades: 2004

Discos lançados: “Old Memories of the Past”

Formação atual: Vox Morbidus – Vocais, todos os instrumentos.

Cidade/Estado: Curitiba/PR


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Vox Morbidus: Foi em 2004, comecei compondo algumas músicas com teclado e efeitos, desde o começo já trabalhava sozinho, era algo do meu agrado.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Vox Morbidus: A maior dificuldade é transformar o trabalho em algo lucrativo, cada vez mais difícil produzir material físico sozinho.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Vox Morbidus: Com esse projeto não participo de eventos, não há como dizer sobre.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Vox Morbidus: Não vejo dessa forma, pelo contrário, acho que e metal e suas vertentes estão em crescimento.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Vox Morbidus: Acredito que as pessoas deveriam apoiar mais as bandas locais, temos muita coisa boa aqui.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Vox Morbidus: Agradeço novamente a oportunidade de esclarecer eventuais dúvidas sobre este projeto.


Links para contatos:
www.mortuo.com

FIREGUN (Thrash/Groove Metal - Guarulhos/SP)


Banda: FIREGUN

Início de atividades: Outubro de 2009

Discos lançados: “What’s the Reason?” (EP 2013), “Back With the Fuck Up!” (Single 2017)

Formação atual: Raimundo Rodrigues (vocais), Ricardo Oliveira (guitarras), Ivan Santos (guitarras, backing vocals), Samuel Martins (baixo, backing vocals), Yuri Alexander (bateria)

Cidade/Estado: Guarulhos - SP


BD: Como a banda começou? O que os incentivou a formarem uma banda?

Raimundo: Éramos amigos de escola, estudávamos todos na mesma sala no segundo colegial do ensino médio, exceto o nosso batera Yuri e sempre tivemos uma grande paixão pela música.

Quando nos conhecemos, tínhamos muitas coisas em comum, inclusive musicalmente.

Cada um já tocava ou estava aprendendo a tocar algum instrumento, começamos a montar um setlist de músicas que gostávamos, principalmente sons voltados para o Hard e Heavy e começamos a nos reunir para toca-las, sem compromisso mesmo, mas o entrosamento foi grande, fomos nos dando tão bem e as coisas iam rolando de tal forma que um ia sempre aprendendo com o outro e  passávamos horas e horas nos finais de semana tocando juntos na garagem de um amigo.

Desde então não paramos mais e as coisas foram se tornando cada vez mais sérias.


BD: Quais as maiores dificuldades que estão enfrentando no cenário?

Raimundo: Espaço e dinheiro.

Muitas das grandes e mais tradicionais casas conceituadas de São Paulo, acabam que por muitas vezes limitando o espaço para que bandas autorais possam ter a oportunidade de mostrar o seu trabalho ao vivo,  e por aqui temos ótimas bandas das mais variadas vertentes.

E tantas vezes as bandas para ter tal acesso, tem que pagar cotas de ingressos abusivas, para tocar para uma casa vazia em uma matinê de domingo por exemplo.

Mas isso também se deve muito a um determinado público, que por muitas vezes preferem sair de casa e pagar para ver bandas covers, isso ainda vende muita cerveja para os donos de casas de shows e Rock bar.

Procuramos sempre união com todas as bandas que estão no mesmo barco que o nosso, para nos fortalecermos e para juntos fazermos o nosso próprio movimento, conquistando o nosso próprio espaço.


BD: Como estão as condições em sua cidade em termos de Metal/Rock? Conseguem tocar com regularidade? A estrutura é boa?

Raimundo: Em Guarulhos, inclusive no nosso bairro,  temos o Don Ramon Rock Bar, que apesar de pequeno, abre espaço para muitas bandas, promovendo ótimos festivais de bandas independentes de vários lugares, não só de São Paulo, mas também de outros estados.

Trouxe também bandas já renomadas como o CLAUTROFOBIA, DANCE OF DAYS, SUPLA, BRUNO SUTTER e etc, e teremos agora em Outubro o VOODOOPRIEST, do qual vamos abrir também o show.

Temos o Deco Music Bar, Ballybagus e o Café filosófico, casas que abrem espaço para novas bandas.

Além disso, temos também a ACRG - Associação Cultural Rock Guarulhos, que reúne muitas das bandas da nossa cidade, afim de  difundir,  preservar e manter sólido o movimento Rock ‘n’ Roll aqui em nossa cidade, promovendo eventos, festivais, reuniões, jams, entre muitas outras coisas.


BD: Hoje em dia, muitos gostam de declarar o fim do Metal, já que grandes nomes estão partindo, e outros parando. Mas e vocês, que são uma banda, como encaram esse tipo de comentário?

Raimundo: Para nós, o Metal e suas vertentes só estão acabando para os saudosistas, para as pessoas que não olham  ou não valorizam  o novo  ou  simplesmente não se importam com o tanto de novas ótimas bandas que estão por aí.

Nunca existirá outro IRON MAIDEN ou outro JUDAS PRIEST ou um novo Black Sabbath, mas existem várias novas bandas que estão inovando, fazendo algo atual e que ainda levantam a bandeira e mantém o Metal vivo.


BD: Em termos de Brasil, o que ainda falta para o cenário dar certo? Qual sua opinião?

Raimundo: O cenário Underground no Brasil sempre existiu, sempre se manteve como pode, mas infelizmente muitas bandas aqui dentro do nosso país não tem o seu merecido reconhecimento e valorização.

Tanto bandas que já tem um nome, quanto novas bandas que procuram o seu espaço.

É preciso expandir, é preciso união, valorização, respeito, é preciso levar a música independente em lugares onde ela nunca esteve antes.

E se no seu bairro, no lugar onde mora, não existe um cenário, faça-o você mesmo, junte-se a quem tem os mesmos objetivos que você, junte uma galera e faça sua música, seu show, o seu movimento.


BD: Deixem sua mensagem final para os leitores.

Raimundo: Nos vemos por aí pela estrada!!!


Links para contatos:

Instagram: @firegunofficial
Twitter: @firegunofficial


Links para audição:

Youtube: FireGunOfficiall
FireGun (Spotify, Deezer, Itunes, Google Play e Soundclound)


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Female-fronted Metal band SERENADE to release new album this Autumn via Revalve records


After 5 years of silence, the female Metal band SERENADE has come back with a new explosive album coming out in autumn 2017 via Revalve Records.

Strongly wanting to change the sound, with a new lineup, the band has gone from a gothic symphonic to a heavier metal with post-thrash, progressive and gothic influences.

Currently the band has finished recording the new album called "Onirica", which reflects much more the components' influences compared to the debut album. 

"Onirica" is an ardent work by a heavy metal sound with symphonic touches and vague gothic atmospheres.

Awaiting the album the band will be on stage with Smash into Pieces:

13.10 Wetzikon w/Smash into Pieces (Hall of Fame) Switzerland
14.10 Brescia w/Smash into Pieces (Circolo Colony) Italy
15.10 Roma w/Smash into Pieces (Traffic) Italy.
Tune up for the album news!


quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Digital book demo tapes '90 and digitalization of the historic Italian Raw Art Fanzine for free by Daniele Badursi


You can read Daniele Badursi's digital book, the founder of the historic Italian Raw Art Fanzine for free online. The fanzine was famous in Italy in the late 1990s. 

The digital book contains more than 200 demo tapes covers (some rare) of Italian bands Metal, Rock, Punk, HardCore, Dark, Gothic, Indie. Non-Italian Bands from page 123: England, Turkey, Portugal, Russia, USA, Romania, Greece, France, Poland, Czech Republic, Uruguay, Switzerland, Brazil. 

The vintage digital book can be read free here: https://issuu.com/rawartfanzine/docs/musicassette-danielebadursi-rawart 

The numbers of the 90's of Raw Art Fanzine digitally restored with worldwide artists can be read here: https://issuu.com/rawartfanzine 


STATEMENTS by Daniele Badursi: 

"The digital book with cassettes tells us an important historical record. The collection of audio cassettes slows down in the late 90s and stops in the following years due to the initial spread of the cd recorder. To continue in technological evolution with the final step to digital media. As well as liquid music between CD, mp3, streaming, download, YouTube, Bandcamp, and more. 

In addition to being a gift for fans, this update is certainly a fair tribute. A tribute that is also dedicated to all the bands that have contributed to the existence of the Italian and foreign underground music scene in the second half of the 1990s." 


Raw Art Fanzine: 

"End of the 90s, Italy. 

The idea is very much like and is having success in Italy and abroad. I'm referring to the digital restoration of Raw Art, a fanzine born to friends 20 years ago and later became one of the landmarks of underground music and culture in Italy (and overseas among the workmen). 

20 years ago, it was no surprise to be able to realize such a project in the deep south of Italy. The computer found it almost exclusively to NASA. 

Yet, here we are, to restore a bit of history that was touched by hand ... then the smell of paper, glue, and old printers. Finally, many historical memories are brought to light before being absorbed by technology, smartphone, internet, Facebook, WhatsApp or Instagram." 

The profile of founder Daniele Badursi on Facebook: https://www.facebook.com/daniele.badursi